50 anos da Independência: UNITA defende reconhecimento equitativo de Holden e Savimbi na dimensão de Neto
Em declaração alusiva aos 50 anos da Independência Nacional, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) defende reconhecimento genuíno e equitativo dos verdadeiros Pais da Independência de Angola — Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi no mesmo patamar com António Agostinho Neto, enquanto signatários do Acordo do Alvor.
Por: redação PI
Para o maior partido na oposição, Álvaro Holden Roberto e Jonas Malheiro Savimbi são igualmente verdadeiros protagonistas da luta pela libertação nacional e detentores da soberania nacional, conquistada a 11 de Novembro de 1975, com o derrube do regime opressor e colonialista português.
“é graças às suas lideranças que foi possível a libertação do nosso país do jugo colonial”, lê-se no documento que acrescenta que “a UNITA considera que a história de Angola deve ser contada na íntegra e com verdade. O processo de libertação nacional foi uma epopeia história, construída por vários movimentos, líderes e milhares de combatentes anónimos. Negar esse legado plural é perpectuar a divisão e a injustiça histórica”, referiu.
Na declaração datada de 10 de Novembro, o partido fundado por Jonas Savimbi diz que ao celebrar o quinquagésimo aniversário da Independência, saúda o Congresso Nacional de Reconciliação de iniciativa da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, CEAST, realizado no passado dia 6 e 7 do corrente mês, em Luanda, que, segundo escreve, “se constituiu numa plataforma e oportunidade de profunda reflexão sobre o passado comum e de projecção de um futuro melhor para o nosso país”.
“A UNITA exorta todos os angolanos, sem distinção, a olhar para o futuro com sentido de responsabilidade e comprometimento patriótico. É tempo de reconciliarmos o país com a sua própria história, de resgatar os valores da verdade, da justiça e da fraternidade e de colocar o cidadão no centro das políticas públicas”, exige e diz mais: “a independência política só será plena quando for acompanhada da libertação social e económica. Só será plena quando cada angolano puder viver com dignidade, participar livremente na construção do seu destino e ser reconhecido o seu contributo para a edificação da nação”.
De acordo com o documento, “neste marco histórico, a UNITA reafirma o seu compromisso com a construção e consolidação de um Estado Democrático de Direito, onde impere a justiça, a transparência e a igualdade de oportunidades, com as autarquias institucionalizadas e funcionais em todo o território nacional;
A promoção da Reconciliação Nacional fundada na verdade e respeito à memória histórica inclusiva;
E a luta pela dignidade e prosperidade de todas as famílias angolanas”.
Aquela força política que orgulha-se e regozija-se de ter participado, decisivamente, da gesta heroica construtora das nobres conquistas do povo angolano, tais como a Independência Nacional, a Democracia Multipartidária, a Economia de Mercado e a Paz, “augura que os 50 anos de independência sirvam não apenas para comemorar a glória do passado, mas, sobretudo, para renovar a esperança num futuro melhor, onde a liberdade se traduza no desenvolvimento, na paz e na unidade nacional”, lê-se.
