Laurindo Mande atira-se contra deputados do MPLA “é uma pouca vergonha”

O político Laurindo Mande considera “pouca vergonha” a posição dos deputados à Assembleia Nacional, afectos à Bancada Parlamentar do MPLA aplaudir, de forma efusiva, o anúncio sobre a condecoração dos três signatários dos acordos de Alvor, no quadro das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional.


Por: Albino Azer

Laurindo Mande fez essas declarações na quinta-feira, 16 de outubro de 2025, em entrevista ao Primeiro Impacto onde acusou os deputados do MPLA de não pensarem por si, alegadamente por enaltecerem a decisão tomada pelo presidente da República, João Lourenço de reconhecer Holden Roberto (FNLA), António Agostinho Neto (MPLA) e Jonas Savimbi (UNITA), visto que anteriormente, foram os mesmo a aprovar um instrumento jurídico contra a condecoração dos pais da nação.

“A Bancada Parlamentar do MPLA é uma pouca vergonha, é um conjunto de indivíduos que não pensam por si. São eles que votaram contra a condecoração de Jonas Savimbi e Holden Roberto, (risos)” e acrescentou. “O grupos parlamentar do MPLA precisa se retratar”, disse o político.

Recorde-se que o Chefe de Estado ressaltou que a efeméride é, igualmente, sinónimo de paz, de perdão, de vontade de reerguer juntos para concretizar os sonhos dos angolanos, de reafirmação do compromisso com os valores da Pátria, de confirmação da esperança e de reafirmação da confiança, assim como da certeza de que Angola, unida, vai vencer. No entender do analista político, a condecoração destas figuras históricas do país passa imperiosamente pelo mérito e nunca por perdão.

“O reconhecimento à honra e o respeito ao doutor Álvaro Holden Roberto e Jonas Savimbi não é um pedido é uma imposição. Alguém que entregou a sua juventude por Angola e pelos angolanos você lhe perdoa por ter feito o quê, por ter lutado contra o colono?” questionou Laurindo Mando sublinhando que o presidente João Lourenço deve reconhecer figuras que  contribuíram, de facto, para a libertação e desenvolvimento do país. “O presidente perdeu tempo ao condecorar “jardadas” que não fizeram nada pelo país”, lamentou.

João Lourenço avançou a decisão durante a mensagem sobre o estado da Nação, transmitida por ocasião da reunião solene de abertura do ano parlamentar da 4.ª sessão Legislativa da V Legislatura da Assembleia Nacional.

Refira-se que Acordo de Alvor foi um instrumento jurídico assinado, em Janeiro de 1975, em Alvor, no Algarve, entre o Governo português e os principais movimentos de libertação de Angola, designadamente MPLA, FNLA e UNITA, representados pelos líderes António Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, respectivamente.

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