Intolerância Política: Polícia no Uíge acusada de reprimir passeata do PRA-JA
A Polícia Nacional (PN) reprimiu neste sábado, 22 de novembro, no Uíge, uma passeata organizada pelo PRA-JA Servir Angola, no âmbito da agenda 15/15, acção que a direção da formação política classifica como “acto de intolerância política”.
Por: Albino Azer
A passeata que se previa dar-se inicio na na Sede Provincial do partido, no Uíge, e pretendia “ver, ouvir e partilhar” os problemas que enfermam a população local.
“quem não conhece o teu sofrimento não pode resolver o teu problema”, destacou o responsável da caravana que palmilha os mais variados municipios da Província do Uíge.
No seu discurso dirigido aos militantes presentes, o Secretário Permanente do Comité executivo Nacional do PRA-JA, Sebastião Nluta classificou a acção da polícia como acto de “intolerância política” e denunciou que o partido tem enfrentado obstáculos recorrentes para realizar atividades públicas na província, citando como exemplo, ao que aconteceu no município do Maquela do Zombo onde foram impedidos de visitar a Mina do Mavoyo entre outros lugares que inicialmente estavam na agenda de trabalho.
O Reverendo e responsável pela delegação que trabalha no Uíge, disse ao Primeiro Impacto que, o partido entendeu dispensar os militantes e seguir a orientação das autoridades para se evitar justificações de “desacato às autoridades”. “Nós somos um partido idóneo, um partido de Paz. Vamos procurar remarcar a nossa actividade numa data a anunciar”, disse.
O PRA-JA Servir Angola tem denunciado casos semelhantes em outros municípios afectos a essa províncias, alegando limitações no exercício das suas atividades políticas.
Sem gravar entrevista, o segundo Comandante Municipal do Uíge alegou “ordens superiores” na base do impedimento.
A delegação do Comitê Executivo agendou para este domingo, 23, uma conferência de imprensa, para explicar o seu posicionamento a volta de repressão policial.
