Corredor do Lobito ganha financiamento de 753 milhões de dólares
O consórcio que vai gerir a linha do corredor do Lobito, em Angola, garantiu um financiamento de 753 milhões de dólares, num acordo que teve como consultores financeiros a portuguesa Eaglestone e a Corporação Financeira Africana.
A assinatura do pacote de financiamento de 753 milhões de dólares, que se dividem em 553 milhões de dólares, da norte-americana Corporação Internacional para o Desenvolvimento do Financiamento e 200 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da África Austral “é um marco para a Lobito Atlantic Railway (LAR), um projeto infraestrutural regional emblemático que vai reabilitar, melhorar e operar os 1.300 quilómetros de linha férrea”, disse o líder da Eaglestone, Nuno Gil, citado pela Lusa.
Para além dos benefícios em termos de comércio e logística, o projecto deverá também garantir “um impacto substancial no desenvolvimento, incluindo a criação de emprego durante a construção e operação da linha, e desenvolvimento de mão de obra qualificada, melhoria nos padrões de segurança e oportunidade de longo prazo para as comunidades ao longo do corredor”, apontou.
O pacote de financiamento, realçam a AFC e a Eaglestone num comunicado, vai ainda “aumentar em dez vezes a capacidade de transporte, para aproximadamente 4,6 milhões de toneladas métrica por ano e reduzir o custo do transporte de minerais críticos em cerca de 30%”.
O vice-presidente da Mota-Engil, Manuel Mota, citado no mesmo comunicado, considera que a assinatura do acordo de financiamento agora anunciado “não só permite mais investimento no projecto, como reforça a confiança na capacidade institucional de Angola para atrair interesse para iniciativas de infra-estruturas de classe mundial”.
Vantagens locais
Questionado sobre as vantagens para as populações angolanas que vivem ao longo do trajecto ferroviário, Nuno Gil disse que toda a economia local deverá melhorar.
“A criação de um corredor económico ao longo do trajecto entre o Lobito e a fronteira com a República Democrática do Congo é possível, há várias entidades a apoiar o governo de Angola nesse sentido”, disse Nuno Gil, salientando que o acordo de financiamento agora assinado refere-se apenas à gestão da linha férrea.
