Vice-presidente do Partido Liberal acusa UNITA de criar um “gabinete de ódio” contra adversários

O vice-presidente do Partido Liberal, Daniel Pereira, acusou a UNITA de promover alegadas campanhas de difamação contra membros da direcção da sua formação política, afirmando que o maior partido na oposição dispõe de um “gabinete de ódio” com o objetivo de atacar o carácter dos dirigentes liberais.


Por: Albino Azer

Daniel Pereira fez estas declarações na sexta-feira, 13 de fevereiro, durante um almoço de confraternização realizado no município do Cazenga, em Luanda, que reuniu membros da direcção, militantes e simpatizantes do Partido Liberal, em alusão ao primeiro aniversário do partido.

Em entrevista aos órgãos da Comunicação Social, Daniel Pereira afirmou que, desde a anotação oficial do partido, a 29 de janeiro de 2025, pelo Tribunal Constitucional (TC), a organização tem sido alvo de “ataques desenfreados engendrados por partidos bem identificados”.

Sem rodeios, o dirigente apontou a UNITA como responsável pelas alegadas ações.
“Este partido, que por sinal é líder da oposição em Angola, tem um gabinete de ódio que instrumentaliza os seus membros a assassinarem o carácter de membros da direção do Partido Liberal”, declarou.

Para o vice-presidente do Liberal, “a forma como actua essa organização não é digna de introduzir a Alternância em Angola”, defendendo que o debate político deve ser pautado por propostas concretas e respeito institucional.

Para além das críticas, Daniel Pereira destacou que o Partido Liberal está focado na sua expansão territorial, anunciando que, ainda este ano, a formação política será implantada em vários municípios do país.
“Este ano vamos implantar o partido em alguns municípios”, afirmou.

O responsável manifestou ainda confiança no crescimento da organização, considerando que o Partido Liberal é atualmente “o partido que mais cresce em Angola”.
“Só com trabalho é que vamos responder a estes ataques”, assegurou, acrescentando que o objetivo estratégico da formação é vencer as eleições gerais de 2027.
“Por isso, em 2027 vamos ser governo”, concluiu.

A atividade contou igualmente com a presença do Secretário Provincial do Partido Liberal em Luanda, Tomás Paulo, bem como de outros membros da direcção da força política liderada por Luís de Castro.

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