WILSON DOMINGOS DEFENDE REVITALIZAÇÃO DO ASSOCIATIVISMO JUVENIL

A Juventude Angolana é herdeira legítima de um percurso de sacrifícios, coragem e visão de futuro.
Nela ainda permanecem reflexos inconscientes das divisões que envenenaram de certo modo a nossa política e concomitantemente, a vida social ao longo de muitas décadas.

Nos últimos anos, o principal farol do associativismo juvenil ofuscou a sua luz filosófica; responsável por nortear a unidade da juventude, de unir e aproximar os Blocos Juvenis das diferentes Formações Políticas e demais organizações.
Esse vazio de vocação institucional, beliscou a consolidação do associativismo juvenil como um espaço de diálogo amplo, de organização e formação cívica jovem. A juventude representa a maior parte da população do nosso país. Nosso papel nunca foi tão importante, e nosso futuro depende do que fazemos hoje.

Investidos da luz dos nossos ancestrais, somos instados a abordar com civilidade, a radicalização do discurso político, o défice de regularidade eleitoral nas organizações juvenis, a vandalização de bens públicos, a cultura das fake news, as tentativas de manchar o nome do país pelo mundo a fora, a corrupção, o culto a personalidade e o aproveitamento dos mais vulneráveis.

O associativismo juvenil precisa ocupar o seu lugar central no desenho político e social da nação. Este é o caminho possível, para transformar protesto em proposta, gerando diálogo cívico. É a via, pela qual, mostramos que o ativismo social não passa apenas por manifestações ou por criticar asperamente acções governamentais.

Esta consciência estratégica, vai além do mero protagonismo político, do sequestro institucional, revela a habilidade de orientar a história com responsabilidade, diálogo e oportunidades de crescimento para todos.

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