Governo preocupado com agricultura devido a escassez de chuva


O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola manifestou hoje preocupação com a falta de chuva, que afetou a campanha agrícola 2025/2026, apesar do aumento do número de produtores e da área de cultivo.


Por: Redação

José de Lima Massano, que se reuniu hoje, em Luanda, com industriais e produtores de milho, disse que a expectativa inicial de um contínuo crescimento da produção agrícola foi afetada por “alguns fenómenos naturais”, que têm estado a condicionar os propósitos das autoridades.

O governante angolano realçou que o encontro serviu também para analisar que ações o executivo pode adotar, para superar os efeitos do baixo nível de chuvas que se verificou particularmente na última campanha agrícola.

Segundo José de Lima Massano, é preciso disseminar os sistemas de irrigação, frisando que apenas cerca de 4% dos campos agrícolas em Angola têm este mecanismo.

“Temos aí uma frente ainda ampla de atuação de melhoria, para trazermos maior segurança e maior produtividade ao que hoje faz-se no campo”, disse.

Em declarações à imprensa, o ministro da Indústria e Comércio de Angola, Rui Miguêns, destacou o crescimento da produção, que poderia ser maior este ano, se não fosse a estiagem que o país atravessa.

“Há uma produção que está a crescer. Infelizmente, poderíamos ter uma produção mais elevada este ano, mas o facto é que tivemos um mau ano do ponto de vista de chuvas, ainda dependemos muito das chuvas para a nossa produção agrícola”, salientou.

Apesar deste constrangimento, “a produção deste ano agrícola que terminou foi maior que a do ano passado”, prosseguiu Rui Miguêns, sublinhando a necessidade de aumento de mais operadores na área da agricultura para elevar os níveis de produção agrícola.

Produtores agrícolas e associações de apoio aos agricultores têm manifestado preocupação com a irregularidade das chuvas, que tem afetado os resultados da produção nas duas fases da época agrícola em Angola.

No final de janeiro, a ADRA – Ação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente relatou que pelo menos seis províncias que assiste tiveram a primeira época agrícola afetada, principalmente as culturas de milho, massango e massambala, bem como leguminosas como o feijão.

Sobre a ausência de chuvas, o ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac dos Anjos, disse, no mês passado, que, para a mitigação dos recorrentes episódios de seca e estiagem, que periodicamente assolam o país, agravados pelas alterações climáticas, “torna-se imperativo garantir a disponibilidade de água destinada à irrigação”.

Isaac dos Anjos reiterou o compromisso do Governo “em dar continuidade aos projetos em curso, bem como em implementar novas iniciativas de reabilitação e construção de perímetros irrigados”.

Um inquérito realizado pelo Ministério da Agricultura e Florestas sobre a situação das chuvas avançou, em fevereiro, que sete províncias tinham observado chuvas normais, oito províncias tiveram chuvas fracas e seis províncias observaram escassez de chuvas.

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