Partido Liberal preocupado com subaproveitamento dos recursos naturais e das terras aráveis no país
O primeiro vice-presidente do Partido Liberal (PL), Daniel Pereira, manifestou na quarta-feira, 1 de abril, uma profunda preocupação com o actual estado de exploração dos recursos naturais e das terras aráveis no país. Para o político, o contraste entre o potencial do país e a realidade socioeconómica é “anormal” e reflete uma falha de quem governa o país desde a independência.
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As declarações foram feitas durante a abertura oficial de um ciclo de formação profissional patrocinado pelo Partido Liberal, um projecto que o partido descreve como um “plano piloto” da sua visão de governação.
Durante a sua intervenção, Daniel Pereira sublinhou que Angola possui cerca de 58 milhões de hectares de terras aráveis, mas lamentou que apenas 10% desta área esteja a ser efetivamente explorada. Segundo o dirigente, esta falta de investimento em setores-chave impede a absorção da mão-de-obra jovem, tanto a nível técnico-profissional como académico.
“Eu penso que não e normal um Pais com tantas riquezas naturais, Angola e um país potencialmente rico com terras aráveis que tem, mas infelizmente não há investimento nos sectores chaves, que iriam absolver estes jovens quer com formação técnico-profissional quer com formação acadêmicas”, afirmou. “As indústrias transformadoras praticamente deixaram de existir no país”, reforçou.
Para o vice-presidente do PL, o cenário actual é o resultado directo de uma gestão que classifica de “incompetente” desde 1975. Daniel Pereira defende que a mudança deste quadro é um imperativo de responsabilidade social, prometendo que o partido está preparado para inverter a situação caso vença as eleições gerais de 2027.
“Nós queremos mudar esse quadro, efetivamente, com a responsabilidade social que o PL tem começando com todas as dificuldades que nós enfrentamos com esse tipo de plano piloto e com a confiança do povo com o voto que nos será depositado em 2027 quando formos Governo, vamos efetivamente materializar o nosso plano de governo”, concluiu.
O ciclo de formação agora lançado pelo PL surge como resposta às dificuldades sentidas pela juventude, servindo de antevisão à estratégia de capacitação que o partido pretende implementar a nível nacional.
