Angola prevê acrescentar 75 mil barris diários à produção com FPSO Kaminho

A Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Kaminho, em construção na China, deverá produzir cerca de 200 milhões de barris de petróleo ao longo da sua vida útil, 75 mil barris por dia, segundo a agência de petróleos angolana.


“Teremos a realização de uma nova província petrolífera em Angola, o que permitirá aumentar a credibilidade dos investidores na Bacia do Kwanza, possibilitando o fortalecimento da nossa economia com a arrecadação de mais receitas para o Estado”, afirmou Ana Miala, citada pela ANPG.

Segundo a responsável, para além do potencial petrolífero — que deverá ajudar a sustentar a produção nacional acima de um milhão de barris por dia —, o projeto encerra um potencial de gás estimado em cerca de um trilião de pés cúbicos.

A Kaminho é o primeiro desenvolvimento na nova Bacia do Kwanza e integra dois campos: Cameia, com reservas estimadas em 231 milhões de barris, e Golfinho, com 141 milhões de barris.

Os trabalhos de reconversão da FPSO Kaminho, que está ser construída a partir da reconversão de um navio existente, encontram-se a 50% de conclusão, segundo o empreiteiro chinês, Saipem.

Parte dos componentes do pacote SURF — equipamentos instalados no leito marinho — estão a ser fabricados nos estaleiros da Petromar, no Ambriz, município do Nzeto, província do Bengo, com cerca de 90% de trabalhadores angolanos.

Um FPSO é uma plataforma petrolífera flutuante em forma de navio, ancorada no mar, que extrai o petróleo bruto do fundo do mar, processa-o a bordo e armazena-o nos seus tanques até à chegada de navios-tanque que o transportam para terra.

Neste caso, o FPSO está a ser construído a partir da reconversão de um navio existente — processo mais rápido e barato do que construir de raiz — nos estaleiros chineses da CMHI, sob supervisão da Saipem.

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