“A compaixão que o MPLA teve em 2002 para com a UNITA é somente comparado a compaixão que Cristo na Cruz para com a humanidade”.
As declarações feitas pelo Deputado da Bancada Parlamentar do MPLA, João Mpilamosi Domingos constituem uma verdade histórica que a UNITA não deve envergonhar-se. Quando o Presidente José Eduardo dos Santos, de infeliz memória, disse “nem mais um tiro; devemos preservar os homens vivos e negociar a paz”, refletia de forma cabal e laconica os princípios basilares que sustentam a ossatura do MPLA.
Não há razões de tanto alaridos, uma vez que o líder fundador deste partido lhe foi dado 3 possibilidades para acabar com o conflito e escolheu o mais destruidor, tendo tombado em combate. Diante daquele cenário, o Partido que sustentava o governo (que é o que sustenta e sempre o fará) tinha muitas possibilidades de dar um desfecho com efeitos extintivo para a UNITA. Mas, não o fez, preferiu o perdão e a compaixão. Essa compaixão é somente comparada com a paixão que Jesus Cristo teve pelos homens na Cruz do Calvário.
O MPLA, em nome da reconciliação, da estabilidade e da construção de um verdadeiro Estado Democrático e de Direito, teve a coragem de contrariar o Sistema Internacional, sendo que, já havia mais de 3 Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas que Colocava a UNITA numa lista vermelha, com um conjunto de restrições. Numa lista onde existiam somente grupos terroristas. Com para tornar mais firme este compromisso, num período mais frágil dos beligerantes, o MPLA amnistiou em sede da própria Constituição, em 2010, todos os crimes de Guerra deste partido, abrindo uma autoestrada que permitiria não só a coexistência pacífica, como também refletia o instinto primário do MPLA: preservar o bem maior, a vida.
A UNITA deveria mostrar-se grato pelo MPLA, uma vez que a sua existência dependeu, depende e sempre dependerá do MPLA.
