CNJ anuncia para novembro realização da Assembleia-Geral. Isaias Kalunga descarta possibilidade de concorrer à sua própria sucessão
O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) realiza a sua Assembleia-Geral no dia 28 de novembro de 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 18 de maio, em conferência de imprensa, pelo presidente da organização, Isaías Kalunga, que aproveitou a ocasião para descartar qualquer intenção de concorrer à sua própria sucessão.
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Por: redação
O líder do CNJ apresentou o cronograma oficial de actividades que visa reestruturar a estabilidade interna da instituição. O processo culminará na escolha da nova direcção da maior plataforma juvenil do país.
Os trabalhos rumo à Assembleia-Geral iniciam no próximo dia 20 de junho. A data será marcada por um acto de massas que prevê reunir mais de 5 mil jovens na capital do país.
Segundo o cronograma, a organização vai realizar um “processo orgânico” a começar por assembleias de balanço e renovação de mandatos nos bairros, comunas, municípios e províncias com a Assembleia-Geral marcada para o dia 28 de novembro próximo.
Isaías Kalunga dissipou as dúvidas sobre o seu tempo de permanência na liderança da instituição. O responsável explicou que uma alteração estatutária aprovada em 2021 redefiniu os ciclos eleitorais da organização.
Com as alterações, segundo esclareceu, os mandatos ficaram fixados em três anos para os conselhos municipais, quatro anos para as províncias e cinco anos para o Conselho Nacional. O actual mandato expira, por isso, em novembro deste ano.
“Eu não quererei me perpetuar no CNJ”, afirmou o presidente, assegurando o cumprimento escrupuloso dos estatutos.
A conferência de imprensa serviu também para abordar a recente crise institucional provocada por alas dissidentes. Isaías Kalunga classificou como “acto ilegal e punível nos marcos da lei” a realização de uma assembleia paralela. “É um caso de polícia”, disse.
O vice-presidente do CNJ, Sebastião Jaka Maurício, confirmou que a instituição já acionou as autoridades judiciais. Foi instaurado um processo-crime contra os promotores do acto paralelo por uso indevido de símbolos oficiais da organização. “Agiram à margem dos estatutos do CNJ e entregamos tudo nas mãos das autoridades”, declarou o vice-presidente.
Fundado a 4 de outubro de 1991, o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) é uma instituição de âmbito nacional, de caráter social e apartidária, que funciona como o principal interlocutor entre a juventude angolana e o Executivo.
