LUANDA: Partido Liberal acusa Polícia Nacional de travar acção de mobilização porta a porta na Ingombota

O Secretário provincial do Partido Liberal (PL) em Luanda, Tomás Paulo, acusou neste sábado, 30, a Polícia Nacional (PN) de impedir a realização de uma campanha de mobilização “porta a porta” que a formação política pretendia desenvolver no município da Ingombota.

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Por: Albino Azer

Segundo o dirigente, a actividade não pôde ser concluída devido à intervenção policial ao longo do percurso previamente traçado pelo partido.
“Não acabamos de realizar a nossa actividade porque, ao longo do nosso trajeto, fomos impugnados, como sempre, mais uma vez pela polícia”, declarou Tomás Paulo.

O responsável considerou que a actuação das autoridades reflecte uma prática recorrente ao longo dos últimos anos, alegando que a corporação tem sido utilizada para servir interesses políticos do partido no poder.
“É um desafio que temos pela frente, mas também, como sabes, ao longo desses 50 anos a polícia tem sido um instrumento que o partido que sustenta o governo tem estado a utilizar para ver os seus fins políticos realizados”, afirmou.

Tomás Paulo garantiu, entretanto, que o Partido Liberal dará continuidade às suas acções políticas e anunciou uma nova mobilização para o próximo dia 13 de junho. O dirigente reiterou ainda as ambições eleitorais da formação política para as eleições gerais de 2027, destacando o papel da juventude no processo de mudança política no país.
“Vamos mostrar a vontade e a força da juventude para a mudança política. O Partido Liberal é o único partido que vai tomar de assalto o poder”, declarou.

Antes da intervenção policial, a caravana do Partido Liberal percorreu algumas avenidas do centro da cidade de Luanda, numa acção que visava demonstrar capacidade de mobilização e reforçar a mensagem política do partido liderado por Luís de Castro para 2027.

Durante a actividade, Tomás Paulo sublinhou ainda que o partido pretende afirmar-se como uma alternativa política consistente.
“Nós não somos oposição que faz oposição de faz de contas”, concluiu.

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