UM ANO DEPOIS: Acusado de matar a esposa com uma rebarbadora continua sem paradeiro e família denuncia silêncio da Polícia
Um ano depois do brutal homicídio que chocou a sociedade, a família de Maria Vida, de 38 anos, denuncia que continua sem qualquer informação sobre o paradeiro de Paulo Bernardo Quikota, de 39 anos, acusado de ter assassinado a esposa com recurso a uma rebarbadora.
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Por: Albino Azer
Ao Primeiro Impacto, nesta quarta-feira, 1 de julho de 2026, o irmão da vítima, José Vida, revelou que, apesar de a participação criminal ter sido formalizada junto da esquadra da Polícia Nacional do bairro Báia, no KM-30, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, a família nunca mais recebeu qualquer contacto das autoridades.
“A Polícia disse que ia ligar assim que ele fosse encontrado, mas até hoje não recebemos nenhum sinal”, lamentou.
Segundo o familiar, o silêncio das autoridades aumenta a angústia da família, que continua sem saber se o suspeito foi detido ou se permanece em fuga. Além da ausência de esclarecimentos sobre o processo, José Vida denunciou o abandono em que ficaram os oito filhos deixados por Maria Vida.
De acordo com o mesmo, as crianças foram acolhidas por familiares do lado materno, enquanto a família paterna, ligada ao suspeito, nunca prestou qualquer tipo de apoio.
“Eles não perguntam pelas crianças”, afirmou.
O caso ocorreu há um ano, no bairro João Luís, no Km 30. Na altura, familiares relataram que Paulo Bernardo Quikota teria cometido o homicídio por alegados ciúmes, acusando a esposa de ser conivente com comportamentos da filha mais velha do casal, Domingas Bernardo Vida.
A jovem contou, na época, que o pai utilizou uma rebarbadora para cortar o pescoço da mãe, provocando-lhe a morte no local.
O Primeiro Impacto tentou o contacto com Comando Provincial da Polícia Nacional do Icolo e Bengo para esclarecer o estado das investigações e confirmar se o suspeito foi ou não capturado. No entanto, até ao fecho desta edição não foi possível obter uma resposta.
