Mais de 20 finalistas do Instituto Politécnico Maria Luísa realizam Prova de Aptidão Profissional e preparam entrada no mercado de trabalho

Um total de 22 estudantes finalistas do Instituto Politécnico Maria Luísa localizado no município de Viana, em Luanda, realizou, nesta quarta-feira 8 de julho, a Prova de Aptidão Profissional, etapa que marca a conclusão da formação técnica de nível médio nos cursos de Energia e Instalação Elétrica e Desenhador Projectista.

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Por: Albino Azer

A avaliação representa o culminar de 4 anos de formação académica e prática, constituindo um requisito indispensável para a obtenção do diploma e consequente ingresso no mercado de trabalho.

Durante a cerimónia, o Director da instituição, Pedro Francisco Canjeca, destacou a importância do momento, sublinhando que os estudantes do curso de Energia e Instalação Elétrica integram a primeira turma formada pelo Instituto Politécnico Maria Luísa nesta especialidade.

Segundo o responsável, esta é uma conquista significativa para a escola, que continua a expandir a sua oferta formativa e a preparar quadros qualificados para responder às necessidades do mercado.

“No curso de Energia e Instalação Elétrica será o primeiro grupo a ser lançado ao mercado de trabalho. Já no curso de Desenhador Projetista, ao longo dos anos, vários estudantes foram formados e inseridos no mercado de trabalho”, afirmou.

Pedro Francisco Canjeka manifestou ainda a expectativa de que o número de estudantes formados continue a crescer nos próximos anos, aproveitando a ocasião para reforçar um apelo aos pais e encarregados de educação.
“A nossa perspectiva é que o número cresça e pedimos aos encarregados de educação que continuem a confiar no Instituto Maria Luísa. Temos a certeza de que os nossos alunos, ao saírem daqui para o mercado de trabalho, representam a qualidade do ensino ministrado nesta instituição”, referiu.

Por seu lado os finalistas manifestaram satisfação por concluírem mais uma etapa do seu percurso académico, descrevendo a experiência vivida na instituição como positiva e enriquecedora.

Os recém-finalistas consideram que a formação recebida lhes proporcionou conhecimentos técnicos sólidos e competências essenciais para enfrentar os desafios profissionais, incentivando outros jovens a escolherem o Instituto Politécnico Maria Luísa como opção para o ensino técnico-profissional.

Presente na cerimónia, Horgantina Alves, encarregada de educação de um dos finalistas, afirmou que decidiu matricular o filho na instituição por acreditar na qualidade do ensino ali ministrado. Segundo disse, a confiança depositada na escola foi recompensada pelo desempenho demonstrado ao longo da formação, considerando que o Instituto Maria Luísa tem contribuído para a preparação de profissionais competentes.

Apesar dos avanços registados, responsáveis ligados à formação técnica reconheceram que ainda existem desafios relacionados com equipamentos laboratoriais. O académico Dedaldino Francisco Nzemba destacou que a escassez de alguns materiais específicos para os cursos técnicos continua a constituir dificuldade, explicando que parte dos equipamentos existentes teve de ser importada da China devido à indisponibilidade no mercado nacional.

Ainda assim, mostrou-se optimista quanto ao futuro da instituição.
“Acreditamos que os laboratórios serão equipados com os materiais necessários para garantir uma componente prática cada vez mais sólida aos estudantes”.

A mesma visão foi partilhada pelo professor de Electricidade, Nelson Gaspar, que defendeu o reforço contínuo dos laboratórios como um factor essencial.

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