Tribunal suspende julgamento do PCA da Konda Marta após mal-estar do réu
O Tribunal da Comarca de Luanda, Palácio Dona Ana Joaquina, suspendeu, nesta sexta-feira, 21 de agosto, a primeira sessão de julgamento de Daniel Afonso Neto, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Konda Marta, depois de o réu ter apresentado um mal-estar durante a audiência.
Por: redação
A sessão teve início às 12 horas e foi interrompida por volta das 17 horas. Segundo o advogado de defesa, Salvador Freire, o estado de saúde do seu constituinte motivou a suspensão do julgamento, que poderá ser retomado no próximo dia 4 de setembro.
Daniel Afonso Neto responde a um processo que envolve, como queixosos, o antigo ministro do Interior e actual governador do Cuanza-Sul, Eugénio César Laborinho, o tenente-general Rui Fernandes Lopes Afonso, então comandante da Região Militar de Luanda, e o subcomissário Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário, antigo comandante da Polícia Nacional no Talatona e o Comissário Francisco Ribas.
À saída do tribunal, Salvador Freire explicou à imprensa que o seu constituinte é acusado pelo Ministério Público do crime de incitação à violência, na sequência de declarações públicas proferidas após a morte de Alves Benjamin, de 22 anos, alvejado mortalmente por supostos efectivos da Polícia Nacional, no município do Talatona.
O processo teve inicialmente origem numa acusação de calúnia e difamação, posteriormente enquadrada pelo Ministério Público como crime de incitação à violência.
Entre os envolvidos no processo figuram ainda o antigo administrador municipal do Talatona, Rui Duarte, e o presidente do Movimento de Apoio Solidário de Angola (MOVANGOLA), António Altino Sawanga, igualmente citados nas declarações proferidas pelo PCA da Konda Marta durante uma entrevista colectiva.
Durante a sessão desta sexta-feira, Rui Fernandes Lopes Afonso foi ouvido na qualidade de declarante, juntamente com outras testemunhas.
O advogado Salvador Freire considerou positiva a prestação do seu constituinte em tribunal, afirmando que Daniel Afonso Neto respondeu de forma satisfatória às perguntas colocadas pela juíza antes de apresentar o mal-estar que levou à suspensão da audiência.
