Comandante-Geral “entala” Afonso Neto no Tribunal da Comarca de Luanda – Vai ter que provar que o número um da Polícia usurpou terreno
Teve início, nesta sexta-feira, 21, na Sala dos Crimes Comuns do Tribunal da Comarca de Luanda, o julgamento do processo que envolve o cidadão Daniel Afonso Neto, responsável da empresa Konda Marta, na qualidade de arguido.
O processo está relacionado com declarações feitas pelo arguido através das redes sociais, nas quais acusou o Comandante-Geral da Polícia Nacional de Angola, Francisco Monteiro Ribas da Silva, e outras entidades de suposta usurpação e esbulho de terrenos supostamente pertencentes a camponeses, numa área que, segundo o arguido, constituiria propriedade da sua empresa.
De acordo com as declarações anteriormente divulgadas, o arguido alegava ainda que o Comandante-Geral teria construído um condomínio no referido espaço.
Segundo Daniel Afonso Neto, a suposta ocupação dos terrenos teria ocorrido numa área situada na Cidade Universitária, município do Camama, em Luanda.
Entretanto, durante a audiência, confrontado pelo Tribunal com os factos anteriormente por si divulgados, Daniel Afonso Neto afirmou que o Comandante-Geral Francisco Ribas Monteiro não possui qualquer terreno naquela área, nem é proprietário de nenhum condomínio no local.
O arguido declarou igualmente que o Comandante-Geral nunca esteve naquele espaço.
Perante as declarações prestadas em audiência, Daniel Afonso Neto acabou por desmentir os factos que anteriormente havia divulgado nas redes sociais, os quais são objeto do processo e que foram apresentados como alegações de natureza caluniosa, difamatória e injuriosa.
Com o prosseguimento da audiência, caberá ao Tribunal apreciar os factos, valorar as provas produzidas e proferir a decisão para fazer a costumada Justiça
