Lançado Movimento BASTA como “braço político” dos taxistas em Angola
Foi lançado, nesta quinta-feira, 3 de Setembro, em Luanda, o Movimento Nacional dos Taxistas — BASTA, uma organização que se apresenta como “braço político dos taxistas” e pretende defender os interesses da classe em todo o território nacional.
O movimento é liderado pelo activista Rafael Inácio, que foi consagrado presidente da organização durante o acto de lançamento.
Ao apresentar oficialmente o BASTA, Rafael Inácio afirmou que a organização não pretende romantizar a realidade enfrentada pelos taxistas, defendendo uma intervenção mais activa na defesa dos seus direitos e interesses.
“O BASTA surge como braço político dos taxistas”, declarou.
O líder do movimento criticou igualmente o que considera ser uma situação de vulnerabilidade vivida por vários sectores da sociedade, incluindo os profissionais do táxi.
“Quem se cala diante da situação de vulnerabilidade causada pelo Governo não é vítima, é cúmplice”, afirmou.
Rafael Inácio garantiu que o movimento pretende promover a cidadania e mobilizar os taxistas para uma intervenção mais directa na vida social e política do país.
“Vamos fazer cidadania sem medo”, afirmou.
Segundo Rafael Inácio, a organização pretende estabelecer parcerias com diferentes forças políticas e organizações da sociedade civil, com o objectivo de enfrentar os problemas sociais e económicos que afectam os taxistas.
O responsável defendeu a necessidade de união entre os diferentes sectores da sociedade para fazer face à fome e às dificuldades enfrentadas diariamente pela classe.
“Problema de um é problema de todos”, sublinhou.
O presidente do BASTA garantiu ainda que o movimento pretende representar todos os taxistas de Angola, independentemente da associação a que estejam filiados.
O acto de lançamento contou com a presença de representantes de partidos políticos, organizações juvenis, movimentos cívicos e diferentes sectores ligados aos transportes.
Entre os presentes estiveram o presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, Rui Mangovo, em representação de Abel Chivukuvuku, presidente do PRA-JA Servir Angola, Serafim Semeão, Secretário provincial do PRA-JA em Luanda, Simão Bento Formiga, presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), o activista social Albino Pakissi, Américo Vaz, vice-presidente do Bloco Democrático, além de representantes dos mototaxistas, camionistas e movimentos cívicos.
Durante a intervenção, Luís de Castro apelou aos jovens para uma maior participação na vida política e social do país, defendendo uma mudança de postura face aos problemas nacionais.
O presidente do Partido Liberal chegou a defender que a expressão “serenidade” deveria deixar de fazer parte do discurso dos jovens até às eleições gerais de 2027.
“A palavra serenidade tem que deixar de existir no dicionário dos jovens”, apelou.
