NOVO MUNICÍPIO, VELHOS PROBLEMAS: Professores do Chiede no Cunene exigem subsídios em atraso desde 2025
Professores do município do Chiede, na província do Cunene, dizem estar “abandonados” pelas autoridades e exigem a regularização dos subsídios que afirmam não receber desde a institucionalização da Nova Divisão Político-Administrativa do país, em Janeiro de 2025.
Por: redacção
Numa denúncia anónima enviada à nossa redação, os docentes alegam que, apesar de exercerem funções no Chiede, continuam vinculados à folha salarial de Namacunde, situação que consideram contraditória com a Nova Divisão Político-Administrativa.
Os professores reclamam, em particular, os subsídios de isolamento, instalação e arrendamento, bem como os respectivos retroactivos.
“Exigimos os nossos subsídios e os seus respectivos retroactivos, correspondentes a esse período”, afirmam.
A denúncia aponta ainda o dedo ao Gabinete Provincial da Educação do Cunene e ao Secretariado Provincial do SINPROF, acusados pelos docentes de permanecerem em silêncio diante do problema.
Os professores apelam igualmente ao Governo Provincial do Cunene, à ministra da Educação e aos deputados eleitos pelo círculo provincial para intervirem e esclarecerem a situação.
O município do Chiede foi formalmente institucionalizado a 31 de Janeiro de 2025, num acto presidido pelo então Vice-Governador Provincial Apolo Ndinoulenga, em representação da Governadora Provincial.
Na ocasião, o Governo Provincial anunciou que o novo município passaria a contar com autonomia administrativa e financeira, criando expectativas de melhoria na prestação de serviços públicos à população.
Mais de um ano depois, os professores dizem que a realidade administrativa ainda não corresponde às condições em que desempenham as suas funções.
