NO BENGO: Enfermeiros iniciam “greve” e Governo considera paralisação “ilegítima”

Os enfermeiros da província do Bengo iniciam esta segunda-feira, 14 de Setembro, uma greve geral em todas as unidades sanitárias públicas da província, em protesto contra um conjunto de reivindicações apresentadas pelo Sindicato Nacional dos Enfermeiros de Angola (SINDEA).


Por: redação

A paralisação prevê uma redução de 50% da força de trabalho nas unidades sanitárias públicas, mantendo-se os serviços mínimos nas áreas consideradas essenciais, segundo um comunicado do Secretariado Executivo Provincial do SINDEA.

Entre os serviços que deverão continuar em funcionamento estão os bancos de urgência, salas de parto, blocos operatórios, cuidados intensivos e serviços de internamento.

Em contrapartida, o sindicato prevê o encerramento das consultas externas e dos serviços ambulatórios nos hospitais gerais e municipais, centros e postos de saúde da província.

A falta de reagentes para a realização de exames laboratoriais está entre as principais preocupações apresentadas pelos enfermeiros, que alegam que a situação tem condicionado o normal funcionamento dos serviços de saúde.
O SINDEA reclama igualmente o pagamento dos subsídios atribuídos no âmbito da COVID-19 e condiciona o levantamento da greve à satisfação dos pontos constantes do memorando apresentado às entidades competentes.

Entretanto, o Governo Provincial do Bengo considera a greve “ilegítima” e afirma ter respondido à maioria das reivindicações apresentadas pelo sindicato.

Em conferência de imprensa realizada na sexta-feira, 11 de Setembro, o director do Gabinete Provincial da Saúde, Matondo Alexandre, afirmou que 13 dos 15 pontos reivindicativos foram atendidos, correspondendo a cerca de 90% das exigências apresentadas pelos enfermeiros.

Segundo o responsável, os pontos já atendidos estão relacionados com matérias da competência do Governo Provincial.
Quanto às duas reivindicações ainda pendentes, Matondo Alexandre explicou que se trata de questões de natureza administrativa que, segundo disse, “não dependem do Governo Provincial do Bengo, mas estão a ser analisadas a nível superior”.

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