OS MALANJINOS FORAM BURLADOS
NOTA DE REPÚDIO
Chamar de Centralidade 14 Edifícios e 212 Apartamentos,
em um município com mais de 300 mil habitantes, onde as necessidades habitacionais ainda é dos maiores problemas. Sinceramente!!!
Segundo o Censo 2024 do INE, Malanje registou:
PROVÍNCIA DE MALANJE: 1.298.250 Habitantes.
MUNICÍPIO DE MALANJE: 377.603 Habitantes
184.476 Homens e 193.126 Mulheres.
Os Malanjinos poderiam receber qualquer tipo de desrespeito, menos essa. É um autêntico disparate contra a integridade de um povo batalhador que ocupa um lugar incontornável na história deste país. Relembrando o grande marco da Revolta da Baixa de Kassanje, 4 de Janeiro de 1961.
Somos, também, um dos povos que mais sofreu com o Fraccionismo (27 de Maio de 1977) Conforme documentado no livro Holocausto em Angola, de Rosa Cruz e Silva, citado pela autora Dalila Cabrito.
Portanto, chegou o momento dos Malanjinos tomarem posição sobre aquilo que se quer para o bom desenvolvimento da nossa terra.
Ou queremos recuperar o nosso espaço e respeito na história de Angola, ou continuaremos a ser pisoteados como se fôssemos mentecaptos ou instrumento de uso.
Quem é Angolano e em particular Malanjino, sabe que esses sucessivos abusos e o desrespeito à integridade e à coragem de um povo que, desde cedo, assumiu o seu papel como vanguarda dos interesses superiores da nação devem-se aos excessivos apoios que vêm demonstrando, fielmente, ao regime que há muito nos governa.
Como um filho e de Malanje, nascido no Bairro Campo de Aviação, que palmilhou todos os bairros e ruas a jogar bola de trapo, a vender gasóleo em latas, carvão, sacos de plástico e a ir ao Késsua a pé, à procura de mangas para vender e ajudar os pais a sustentar a família, não posso aceitar que continuem a subestimar a nossa inteligência e desmerecendo a nossa bravura.
Aos irmãos Malanjinos que, na ânsia de ver os seus interesses protegidos, defendem até o indefensável: Devem perceber que o orgulho de todos os Malanjinos está acima de qualquer interesse partidário e que os desafios de hoje já não se compadecem com os hábitos e comportamentos doutrora. Não podemos continuar a assistir, pávidos, a esta humilhação. Pois, pelo seu histórico, Malanje e sua gente merecem mais respeito e tratamento.
Para uma província desenvolvida, precisamos de políticas de desenvolvimento urbano que garantam melhor qualidade de vida e acessibilidade aos serviços básicos, para o bem-estar da população.
É necessário pensar Malanje, executar com responsabilidade e avaliar os resultados à medida das necessidades dos Malanjinos.
#Somosmalanje
#Malanjeéangola
