GRANDE MAKA NA ANGO REAL: Abdul sente-se dono do país e agride trabalhador durante protestos por indemnizações

Cerca de 38 trabalhadores da transportadora interprovincial Ango Real, entre motoristas, mecânicos, despachantes e funcionários de outras áreas, denunciam despedimentos e suspensões desde Dezembro de 2025, sem pagamento das respectivas indemnizações. Trabalhadores acusam um cidadão de nacionalidade Mauritana de “esbofetear” cidadão angolano que reclama os seus direitos.

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Por: Redação

Os antigos trabalhadores da Ango Real entraram, esta segunda-feira, 19 de Outubro, em confronto com a direcção da empresa, após se deslocarem ao gabinete dos Recursos Humanos para exigir o pagamento dos valores que alegam ter direito a receber.

Segundo os denunciantes, a situação arrasta-se desde Dezembro de 2025, período em que vários funcionários terão sido despedidos e outros suspensos, sem que, até ao momento, tenham recebido as respectivas compensações.

Durante o protesto, os trabalhadores denunciaram ainda uma agressão física atribuída a Abdul, novo administrador da empresa, de nacionalidade mauritana. De acordo com um dos relatos, o responsável terá esbofeteado um dos funcionários.

Os manifestantes afirmam que a empresa continua a contratar novos trabalhadores, enquanto os antigos permanecem sem receber os valores reclamados.
“Nós temos filhos, temos famílias, precisamos do nosso dinheiro. A empresa está sempre a contratar novos trabalhadores, o nosso dinheiro nada?”, questionou uma das trabalhadoras.

“Estamos aqui para cobrar os nossos valores. Só estamos a cobrar o nosso dinheiro”, reiteraram os manifestantes, que exigem uma intervenção de quem é de Direito para a resolução do conflito.

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