“A UNITA vai continuar na oposição até ser extinto”
Analista político e militante do partido no poder (MPLA), disse durante o programa de “Debate Primeiro Impacto”, que o maior partido na oposição, não tem capacidade e nem condições para vencer as eleições gerais agendada para 2027, sublinhando que a UNITA continuará na oposição até ser extinto pelo Tribunal Constitucional (TC).
Por: Redação-PI
António Cahebo argumenta que a UNITA de Adalberto Costa Júnior deixou de ser um partido que se encontra “na” oposição para se tornar um partido “da” oposição.
“O país precisar de facto de uma oposição a altura para competir com o MPLA a UNITA era um partido na oposição, mas agora passou a ser um partido da oposição, assumindo uma condição permanente”, afirmou.
Para sustentar a sua tese, Cahebo recordou declarações polémicas de Eugénio Manuvakola, histórico dirigente e deputado da UNITA, que terá afirmado recentemente que “a UNITA é paga para fazer oposição”.
O também jurista, afirma que a UNITA já não é uma ameaça para o partido dos camaradas.
“Infelizmente a UNITA era um partido na oposição, passou agora a ser o partido da oposição, tendo agora uma condição permanente.
Na visão do jurista do partido no poder, este reconhecimento de que a estrutura do partido depende financeiramente do papel de opositor retira-lhe a força necessária para enfrentar o MPLA com sucesso nas urnas.
“Correremos o risco de, em 2027, termos no Parlamento um partido na oposição e um da oposição”, reforçou, concluindo que “a UNITA continuará na oposição até que seja extinta pelo Tribunal Constitucional”.
