Acusações sob acusações: Reitor do Campus universitário e Konda Marta no centro do conflito
O nome do reitor do Campus universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), Pedro Magalhães, voltou esta quarta-feira, 25, no centro da polémica no mediático conflito de terras que envolve a empresa Konda Marta e diversas figuras do aparelho de Estado e das Forças Armadas. Em causa está uma queixa de usurpação movida pelo académico contra a empresa de Daniel Neto.
Por: redação PI
De acordo com o Presidente do Conselho da Administração (PCA) da Konda Marta, Daniel Afonso Neto, a queixa do reitor carece de fundamento jurídico. Em declarações aos jornalistas, o responsável explicou que a parcela de 12 hectares em questão foi recentemente cedida pela Konda Marta a uma empresa parceira, a Santa Isabel, que é quem está actualmente a executar trabalhos no local.
“O senhor reitor veio aqui ter com a pessoa que está a fazer a obra e disse que também tinha aqui 12 hectares, dele, pessoa e não da universidade”, afirmou Daniel Neto.
O responsável manifestou estranheza pelo facto de o reitor mover uma queixa contra a Konda Marta. “O que me surpreende ele faz uma queixa conta a Konda Marta dizendo que é que está a lhe usurpar o terreno”, disse.
Dadas às acusações e a dúvida sobre se o terreno em disputa integra o património da universidade pública ou a esfera privada do reitor, tentamos obter uma reação oficial junto da instituição. No entanto, Pedro Magalhães recusou-se a prestar declarações. Os jornalistas foram recebidos por Sérgio Beya, Diretor do Gabinete do Reitor, que assegurou que o académico se pronunciará sobre o diferendo numa “outra ocasião”.
