BENGO: Funcionária do SME a contas com a justiça por crimes de corrupção

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), deteve no pretérito dia 14 de dezembro, no Bengo, uma cidadã nacional, funcionária do Serviço de Migração Estrangeira (SME), 3ª Subchefe, colocada no posto de atendimento da secção de Expediente migratório, por factos constitutivos dos crimes de Corrupção passiva de funcionário público, Associação criminosa, Auxílio à imigração ilegal, tráfico de influência e contrafacção, por fortes indícios do seu envolvimento num esquema fraudulento de emissão de passaportes e outros actos migratórias em troca de valores.


Por: Albino Azer

De acordo com o Porta-voz do SIC Geral, Manuel Halaiwa, a detenção decorre, por ter sido flagrado no interior da sua viatura, que se achava parqueada na instituição, onde foram encontrados no porta bagagem, diversos documentos, que entre os apreendidos constam: “Pedidos de autorização de residências – de estrangeiros – Passaportes de cidadãos estrangeiros; Solicitações de Prorrogações de Visto de Trabalho, Formulários de Pedido de Visto – virgens e preenchidos – Formulários para Emissão de Passaportes, Cópias de passaportes de cidadãos estrangeiros; Processos de concessão de passaportes ordinários para menores; Processos de pedido de visto de permanência temporária para estrangeiros; Solicitação de cancelamento de visto de trabalho, Formulários preenchidos para emissão de passaportes, uma almofada de colheita de impressão digital, assim como Vinhetas com assinatura do antigo Director Geral do SME”, explicou o Superintendente-chefe de Investigação.

O responsável fez saber que na sequência investigativa e em cumprimento de mandados de revista, busca e apreensão foram apreendidos na residência desta 3 passaportes, emitidos nos meses de Agosto e Novembro, passados em nome de dois adultos e uma menor, presumivelmente conexos com os factos anteriores.

A funcionária em causa foi presente ao Ministério Público, na sequência ao Juiz de Garantias que aplicou-lhe a medida de Caução, de 300 mil kwanzas, seguindo o processo para instrução preparatória.

Todavia, o SIC apela aos cidadãos que no âmbito da estratégia de pureza interna que decorre a nível de todos os órgãos do Ministério do Interior, os cidadãos são chamados a denunciar todas as práticas que alterem a ordem e tranquilidade públicas.

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