FLEC‑FAC pondera denunciar envolvimento de altas figuras do aparelho do Estado no Contrabando de madeiras, minerais e combustíveis

A direcção da Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC‑FAC) denunciou este domingo, 31 de agosto, envolvimento directo de militares e de altas figuras mais íntimas e da confiança do presidente João Lourenço, no negócio do contrabando de madeiras, minerais e combustíveis naquela região do país.
Por: redação PI
Num comunicado a que o Primeiro Impacto teve acesso e assinado pelo Porta-voz da Frente para a Libertação do Estado de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda (FLEC‑FAC), Jean-Claude Nzita, a direcção político-militar daquela organização diz que vai provar a denúncia junto do presidente da República de Angola, João Lourenço, quando realizar esta segunda-feira, 01 de setembro, a viagem marcada para a província mais a norte de Angola.
“A direcção da FLEC FAC está igualmente disponível para entregar, em mão própria, ao presidente angolano João Lourenço provas do envolvimento directo de militares e figuras da sua mais íntimas confiança no florescente negócio do contrabando de madeiras, minerais e combustíveis em Cabinda” lê-se no documento.
A denuncia vem na sequência de a direção político-militar da FLEC FAC, ter tomado nota da próxima deslocação do presidente João Lourenço a cabinda, tendo, na ocasião, formulado convite ao Chefe de Estado Angolano a estender o seu périplo até às bases em Cabinda. Segundo o mesmo documento, João Lourenço, poderá participar numa homenagem a todos os militares cabindenses e angolanos que morreram, até a presente data.
“O presidente angolano, João Lourenço, poderá assim, verificar que os relatórios que lhe chegam a Luanda não passam de ficção. A guerra em cabinda prossegue, custando a vida de muitos soldados angolanos. Durante a deslocação às bases da FLEC FAC, o presidente angolano João Lourenço poderá participar numa homenagem a todos os militares cabindenses e angolanos que morreram, até a data de hoje, na guerra em cabinda e que o seu governo insiste em negar, assim, o presidente angolano João Lourenço, poderá homenagear aqueles que, no terreno, pagaram com a vida a narrativa oficial angolana”, diz o documento que conclui apelando a população de cabinda “a mobilizarse a chegada do presidente angolano João Lourenço e o receber da forma que habitualmente o povo de cabinda reserva a quem o oprime e humilha”.
A Frente para a Libertação do Enclave/Estado de Cabinda é um dos principais grupos separatistas que lutam pela independência da província de Cabinda, enclave angolano rico em recursos naturais. Surgiu em 1963 como um movimento unificado que se opôs ao regime colonial e buscava a autodeterminação de Cabinda .