Quem aceita “batota” eleitoral é “burro”. Francisco Teixeira lança Movimento Social para Mudança e deixa aviso para oposição
O antigo presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, formalizou esta sexta-feira, 6 de Março de 2026, o lançamento do Movimento Social para Mudança (MSM). A nova organização, focada na defesa dos direitos humanos, surge com a promessa de intervir de forma rigorosa na esfera social e política de Angola, apresentando-se como uma alternativa de pressão face ao que Teixeira descreve como “sono” de alguns partidos na oposição.
Por: Albino Azer
Durante a cerimónia de apresentação, na casa da Juventude Em Viana, Francisco Teixeira sublinhou que o MSM não será apenas mais uma organização cívica, mas uma força activa preparada para “meter ordem no país”. O líder do movimento destacou o combate à precariedade laboral e às injustiças sociais como prioridades imediatas.
“Nós vamos às praças, às empresas onde há falta de respeito e baixos salários” e diz mais “nós vamos acabar com isso”, asseverou Teixeira.
Num tom crítico, o antigo líder estudantil enviou um aviso directo às forças políticas na oposição, sugerindo que o MSM poderá ocupar o espaço de partidos que se mostrem inactivos perante o actual cenário nacional.
“Há partidos que, se continuarem a dormir, nós vamos ultrapassá-los”, alertou.
No que diz respeito à integridade dos processos eleitorais, Teixeira foi contundente ao atribuir responsabilidade à vigilância da oposição: “A oposição é que tem de se organizar para não aceitar irregularidades. A batota só acontece se quem está a jogar contigo for burro”.
Embora mantenha uma postura de independência e crítica, Francisco Teixeira esclareceu que o Movimento Social para Mudança está aberto a colaborar com outras formações políticas.
