Konda Marta: Camponeses acusam Comandante da Polícia Nacional de desobediência à ordem judicial
Os camponeses da empresa Konda Marta denunciaram o agravamento da tensão no terreno localizado nas proximidades do Estádio 11 de Novembro, no município da Camama, em Luanda. Em causa estão novas demolições e a ocupação de parcelas de terra por entidades privadas, alegadamente sob proteção de altas patentes da Polícia Nacional, ignorando uma decisão judicial.
Por: redação PI
O foco das denúncias recai sobre o Comandante Municipal do Camama, Alfredo Mingas. Segundo José Eduardo e Madalena de Faria, camponeses, respectivamente, o oficial terá subvertido o sentido de uma ordem judicial para autorizar a continuidade de mais de oito (8) obras de construção civil que não possuem licenciamento.
António Mateus, conselheiro da área da comunicação da empresa, lamentou o que descreve como um “clima de perseguição”. Segundo o camponês, enquanto os legítimos proprietários “Konda Marta” aguardam pela execução plena da sentença, terceiros avançam com edificações sob escolta policial.
“Estamos a respeitar a decisão do tribunal, mas os bajuladores continuam a perseguir-nos”, afirmou.
Por sua vez, Daniel Neto Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Konda Marta apresentou um cenário de violações sistemáticas de direitos. De acordo com Neto, a Polícia Nacional tem procedido à destruição de habitações arbitrária de camponeses no perímetro.
O gestor questionou a forte presença de interesses estrangeiros na gestão do espaço, comparando a situação a um modelo de “colónia”:
“Essa coisa de colocar estrangeiros a construir cidades dos países deles é uma colónia. Tudo está entregue aos estrangeiros.”, declarou Daniel Neto.
Recorde-se que este litígio já resultou em episódios mediáticos, incluindo a detenção da Directora da empresa, sob acusação de calúnia e difamação, num processo que os camponeses classificam como uma tentativa de silenciamento.
