MOVANGOLA lança projecto patriótico e Plano Estratégico de Acção 2026/2027

O Movimento de Apoio Solidário de Angola (MOVANGOLA) procedeu, nesta sexta-feira, 23 de janeiro, ao lançamento oficial do projecto patriótico denominado “Angola Minha Terra, Minha Pátria e Meu País”, que integra o Plano Estratégico de Acção do MOVANGOLA para o período 2026/2027.


Por: Albino Azer

O acto decorreu numa das unidades hoteleiras no município Talatona, em Luanda, e contou com a presença de autoridades tradicionais, líderes religiosos, músicos, representantes da sociedade civil e membros do movimento.

Na sua intervenção de abertura, o presidente do MOVANGOLA, António Alcino Sawanga, explicou que o plano estratégico agora lançado contempla um vasto conjunto de actividades sociais, cívicas, educativas e desportivas, a serem realizadas em todo o território nacional, com término previsto para maio de 2027, no âmbito das comemorações dos 13 anos de existência do MOVANGOLA.

Segundo António Sawanga, o projecto visa essencialmente reforçar a consciência patriótica e o respeito pelos bens públicos, apelando à responsabilidade colectiva na preservação do património do Estado.

“O plano estratégico prevê o reforço das nossas acções de sensibilização e desencorajamento das más práticas”, afirmou, defendendo ainda que os autores de actos de vandalismo contra bens públicos devem ser responsabilizados criminalmente.

Entre os principais eixos do programa, destacam-se acções voltadas para o combate aos abusos sexuais contra menores, a violência doméstica, bem como campanhas de sensibilização comunitária em todo o país.
“Reforçar a sensibilização e o desencorajamento da prática de abusos sexuais é uma das prioridades que vão marcar o nosso programa a nível nacional”, sublinhou o presidente do MOVANGOLA.

Durante o evento, o secretário-geral do Conselho das Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Vladimir Agostinho, dissertou sobre o tema “A vocação social da Igreja na moralização da sociedade”, com enfoque especial na prevenção dos abusos sexuais contra menores e no combate à violência doméstica.

Na sua abordagem, o líder religioso manifestou preocupação com o aumento significativo dos casos de abusos sexuais contra crianças em várias regiões do país, questionando as motivações por detrás destes crimes.
“Por que razão escolhem crianças, quando existem tantas mulheres adultas e solteiras na nossa sociedade?”, questionou, apelando a um maior envolvimento das igrejas, das famílias e das instituições públicas na protecção dos menores.

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