“Não nos provoquem os taxistas não vão render-se” Rodrigo Catimba

Em reação à recente aprovação, no parlamento, da proposta de Lei do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS), uma lei que tributa a atividade de cobradores e lotadores de táxis, o presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Rodrigo Catimba, lançou um aviso às autoridades num vídeo que circula nas redes sociais.

Por: redação PI

Catimba classificou a nova medida como um mecanismo de opressão financeira. “Não nos provoquem. Nós não vamos nos render relativamente àquilo que estamos a ouvir”, afirmou o líder associativo, sublinhando que a classe encara a lei como uma tentativa de “exploração” de quem já opera em condições difíceis.

Para o responsável, a estratégia do Executivo e dos deputados parece passar por “reduzir, oprimir e saquear” os ganhos de um sector que se organizou de forma autónoma. “Os taxistas não vão se render a essa lei”, reforçou.

O número um dos taxistas lembrou que a função das instituições públicas deveria ser o fomento da iniciativa privada e o alívio do “sofrimento” dos cidadãos, e não o agravamento da carga fiscal sobre os serviços de proximidade.

“O Estado tem obrigação de ajudar iniciativas privadas, deve preocupar-se com o nosso sofrimento”, defendeu Rodrigo Catimba, deixando um recado direto aos deputados da Assembleia Nacional: “Se pensaram que vão criar essa lei para dificultar os taxistas, vocês vão se enganar”.

Aprovada na quinta-feira, 19 de março com 109 votos a favor e 68 abstenções, o documento segue para a discussão na especialidade.

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