PADDA-AP pretende liderar uma ALIANÇA PATRIÓTICA da Oposição com foco nas eleições de 2027
O Partido de Apoio para a Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), liderado por Alexandre Sebastião André (ASA), deu esta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, em Luanda, o pontapé de saída ao seu ano político com uma estratégia clara de ruptura com o passado, apostando na juventude e a abertura para novas frentes de oposição.
Por: Albino Azer
Durante o certame, que serviu para apresentar novos militantes e anunciar mexidas estruturais, Alexandre Sebastião André, revelou, que o partido prevê realizar o seu Congresso Ordinário em finais de Março de 2026.
Entre os nomes mais forte para assumir o cadeirão máximo do PADDA-AP, consta a figura do activista Francisco Teixeira, actual líder do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), rumores que não foi confirmada e nem rejeitada pelo Alexandre Sebastião André. O Primeiro Impacto soube de fonte próxima da Estrutura do PADDA-AP que Francisco Teixeira, irá assumir a presidência em finais de Março.
No seu discurso de abertura do Ano Político, o líder do PADDA-AP sublinhou que o foco da organização reside na “juventude desavinda” e naqueles que procuram mudanças estruturais no país. Todavia, demarcou-se de vias radicais.
“Queremos que os angolanos sintam-se felizes no nosso país, não angolanos que projectam emigrar porque a governação não está a corresponder à vontade colectiva”, afirmou Alexandre Sebastião André, acrescentando: “Vamos fazer as reformas; a revolução resvala sempre em violência”.
O líder partidário não descartou a integração na Frente Ampla pela Alternância, iniciativa liderada pela UNITA, afirmando que o partido está “pré-disposto a protagonizar” este movimento de convergência opositora.
Cumprindo os estatutos da formação (Artigo 11º, nº 1), o conclave de Março de 2026 servirá para legitimar estas transformações, respeitando o ciclo de cinco anos estabelecido para a reunião do órgão máximo do partido.
