Sapalo António reafirma legalidade do PVED e entrega mais de mil assinaturas ao Tribunal Constitucional

O projeto político Partido pela Verdade e Estabilidade para o Desenvolvimento (PVED) deu, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, um passo decisivo para a sua legalização junto do Tribunal Constitucional (TC). A coordenação da formação entregou um total de 1.198 assinaturas suplementares, destinadas a suprir as alegadas insuficiências apontadas pela instância judicial num despacho datado de 3 de novembro de 2025.


Por: Albino Azer

As assinaturas entregues ao TC correspondem às províncias do Bengo, Cuando, Cunene e Moxico, regiões onde o Tribunal havia identificado irregularidades no número de subscritores.

À saída do Tribunal Constitucional, Sapalo António, Coordenador-Geral do PVED, falou aos jornalistas. Segundo o dirigente, o projecto tem sido alvo de “injustiça” desde novembro do ano passado.

“O PVED não é partido político desde novembro de 2025 por injustiça. Segundo o Tribunal, cada província deveria ter, no mínimo, 150 assinaturas, e nós já tínhamos preenchido esse requisito”, afirmou Sapalo António.

O coordenador destacou que a entrega das 1.198 novas assinaturas serve para encerrar qualquer dúvida sobre a viabilidade do projeto. “O processo vai agora ser cuidado e estamos certos de que o PVED já é partido”, reforçou.

Sapalo António garantiu que a formação cumpriu todos os requisitos legais e aponta “injustiça” no atraso da formalização.

Com a expectativa de ver o processo concluído em breve, Sapalo António que confirmou que será o cabeça de lista da organização disse que o PVED define-se como um “partido do centro” com ambições e perspectivas de transformar Angola numa democracia plena.

 O político foi categórico ao afirmar que não haverá diálogo com a corrupção. “Não vamos colaborar com os corruptos, mas sim com aqueles que colaborarem com a nossa ideologia política”, sublinhou.

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