Surto da cólera preocupa moradores da kilunda no Sequele – médica confirma existência de vários casos
O surto da cólera que se arrasta há já algum tempo, no bairro da Kilunda, município do Sequele está preocupar os moradores que instam a intervenção das autoridades, devido ao crescente número de casos positivos. Nesta segunda-feira, 01 de junho, um cidadão foi a óbito após o hospital local ter transferido o caso à unidade sanitária do Calumbo.
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Por: Alberto Casssola
De acordo com Cândida Faustino moradora de 75 anos as condições financeiras não permitem adquirir produtos como lixívia para densifectar a água para o consumo diário. “Nós estamos a beber mesmos assim sem lixívia não temos dinheiro para comprar”, resumiu.
A par da água imprópria para o consumo, alia-se também o excesso de lixo que faz vistas grossas naquela circunscrição. A zona não dispõe de contentores para o depósito dos residos há três meses. Os poucos equipamentos que existem, denunciam os moradores, estão completamente cheios.
“Nesses contentores está sair bicho, moscas pousa vai na comida e agora diarreia vomito tudo está actuar”, denunciou uma moradora.
A situação estende-se ainda para os bairros visinhos como é o caso da Terra Branca onde podemos ouvir o cidadão Rodrigues Dala que conta o modus operandi adoptado pela população. “Nós lá na terra branca sempre que tem lixo levamos muito longe, e fora da comunidade enterramos numa ravina”.
Entretanto, a Administradora do posto de saúde da kilunda, Filomena Jamba, revelou que a unidade sanitária recebe diariamente vários casos cólera e malária. “O que está causar a cólera é a mesmo a água” e justifica que “as senhoras que compram peixe na lagoa escamam o peixe em vez de deitar longe elas deitam mesmo na beira”. A responsável acrescenta que os residos depositados próximo ao rio, chegam mesmo a se arrastar para as águas, facto que, segundo explicou, agudisa o número de casos da doença na comunidade. “Quando cai a chuva o lixo vai para a lagoa. E elas consomem está água e, é que está causar estas doenças”, explicou a responsável do centro médico.
