Huambo: Três mulheres detidas por alegado homicídio de bebés uma das suspeita afirma “criança constituía um obstáculo às suas saídas nocturnas”
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Provincial no Huambo, deteve três cidadãs nacionais, com idades entre 19 e 36 anos, acusadas do crime de homicídio qualificado, em razão da especial vulnerabilidade das vítimas, três crianças com idades compreendidas entre sete meses e três anos.
Por: redação
De acordo com uma nota da instituição, as detenções ocorreram em flagrante delito nos dias 28 e 31 de Maio, em diferentes localidades da província do Huambo.
O primeiro caso, explica a nota, foi registado na aldeia de Calavi, município do Bimbe, na madrugada de 28 de Maio. Uma mulher de 20 anos é acusada de ter colocado a própria filha, de apenas sete meses de idade, ainda com vida, numa cacimba, onde a criança acabou por morrer horas depois.
Após o acto, a suspeita terá simulado o desaparecimento da menor. Em declarações às autoridades, alegou ter agido sob influência do ex-marido, que teria condicionado a retoma da relação ao desaparecimento da criança, por não a reconhecer como sua filha.
De acordo com as autoridades, o segundo caso ocorreu na madrugada de 31 de Maio, no bairro Calomanda, município do Huambo. Segundo o SIC, uma jovem de 19 anos colocou a filha, de um ano e cinco meses, dentro de um saco e lançou-a a um riacho, provocando a sua morte. Durante o interrogatório, a suspeita afirmou que a criança constituía um obstáculo às suas saídas nocturnas.
Já o terceiro caso foi registado igualmente a 28 de Maio, no município da Caála, bairro Bloco 7 onde uma mulher de 36 anos é acusada de ter provocado a morte da neta, de três anos, após bater repetidamente com a cabeça da criança contra uma parede.
O SIC refere que a suspeita se encontrava sob efeito de bebidas alcoólicas no momento da agressão. A menor sofreu uma fractura craniana e não resistiu aos ferimentos.
As três suspeitas foram presentes ao Ministério Público e posteriormente ao Juiz de Garantias, que determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.
