Julgamento do PCA da Konda Marta marcada para o 21 de Agosto

Depois de sucessivos adiamentos, o julgamento do presidente do Conselho de Administração da empresa Konda Marta, Daniel Afonso Neto, arranca no próximo dia 21 de Agosto, no Tribunal de Comarca de Luanda, no edifício Dona Ana Joaquina.

Por: redação

Daniel Afonso Neto avançou esta informação em conferência de imprensa, realizada nesta sexta-feira, 7 de agosto de 2026, no terreno das camponesas cujas casebres foram destruídas na quinta-feira, 6, por efectivos da polícia.

Neto é acusado pelo Ministério Público da alegada prática do crime de incitação à violência, na sequência de declarações proferidas após a morte de Alves Benjamin, de 22 anos, atingido mortalmente por disparos atribuídos a supostos efectivos da Polícia Nacional.

Segundo os elementos do processo, o jovem terá sido confundido com um trabalhador da empresa Konda Marta.
O processo coloca o responsável da Konda Marta perante figuras de peso das forças de segurança e da administração pública, que surgem como queixosos.

Entre eles estão o antigo ministro do Interior e actual governador do Cuanza-Sul, Eugénio César Laborinho, o Tenente-General Rui Fernandes Lopes Afonso, então comandante da Região Militar de Luanda, e o subcomissário Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário, antigo comandante da Polícia Nacional no Talatona.

Também figuram entre os queixosos o antigo administrador municipal do Talatona, Rui Duarte, e o presidente do MOVANGOLA, António Sawanga, ambos citados numa entrevista colectiva concedida por Daniel Afonso Neto em 2024.

Daniel Neto denunciou ainda actos das demolições de casebres das camponesas acusando a administradora municipal do Camama, Claudinete Fragoso de ser a principal mandante das destruições que deixaram várias famílias no relento.

 

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