PPA admite saída da CASA-CE e prepara decisão sobre eleições de 2027

O presidente do Partido Pacífico Angolano (PPA), Eduardo Garcia, admitiu a possibilidade de a formação política deixar de integrar a CASA-CE, considerando que a coligação terá cumprido o seu papel político e que a continuidade no projecto está cada vez mais difícil.

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Por: Albino Azer

A intenção foi manifestada nesta segunda-feira, 21 de Setembro, durante entrevista ao Primeiro Impacto, em que Eduardo Garcia afirmou que a CASA-CE é actualmente um assunto que o partido deve repensar.

“A CASA-CE é um caso para se repensar. Pensamos que cumpriu o seu papel no tempo e no espaço, deu-nos muitas alegrias, mas depois surgiram muitos dissabores”, declarou.

Segundo o líder do PPA, a possibilidade de permanência na coligação foi analisada durante o 4.º Congresso Ordinário do partido, realizado em Dezembro de 2025.
“Em sede do 4.º Congresso, o PPA reflectiu muito profundamente a possibilidade de permanecer ou não na coligação. Pelo que se tem discutido até agora, podemos começar a dar por certo que já não vamos poder continuar”, afirmou Eduardo Garcia.

Apesar da tendência para uma saída da CASA-CE, o presidente do PPA deixou em aberto a possibilidade de o partido integrar futuramente uma nova coligação.
“Mas ainda assim fica em aberto a possibilidade de congregarmos uma futura coligação, mas em relação à CASA-CE é um caso para esquecer”, acrescentou.

Eduardo Garcia revelou igualmente que o Comité Central do PPA deverá reunir-se na próxima semana para definir a estratégia do partido para as eleições gerais de 2027.
“Estamos com uma reunião marcada para daqui a uma semana, onde o Comité Central vai se pronunciar relativamente à forma como vai concorrer às eleições de 2027”, anunciou.

A decisão deverá clarificar se o PPA avançará de forma autónoma ou se procurará integrar uma nova coligação eleitoral.

Eduardo Garcia foi eleito presidente do PPA no 4.º Congresso Ordinário, realizado em Dezembro de 2025, com 91,3% dos votos, sucedendo a Felé António, que passou a exercer funções de conselheiro do partido.

O Partido Pacífico Angolano (PPA) foi inscrito pelo Tribunal Constitucional em Julho de 1996.
Actualmente, o PPA integra o grupo de quatro formações políticas que promove a chamada Unidade para a Alternância Democrática em 2027.

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