PRA-JA acusa MPLA de perseguição e ataques incendiários no Huambo e Cubango
O PRA-JA Servir Angola acusa militantes presumivelmente ligados ao MPLA de protagonizarem actos de intimidação, perseguição e intolerância política contra delegações do partido nos municípios da Galanga, província do Huambo, e do Cuangari, no Cubango, numa sequência de episódios que a formação política considera uma ameaça à liberdade de participação política em Angola.
Por: redação
Em nota de repúdio divulgada nesta sexta-feira, 7 de Agosto, o partido afirma que uma das suas delegações foi alvo de hostilidade e perseguição na Galanga, durante uma missão de mobilização política junto das comunidades. Segundo o PRA-JA, os incidentes terão criado um ambiente de tensão e insegurança para dirigentes, militantes e simpatizantes que participavam na actividade.
A formação política liderada por Abel Chivukuvuku sustenta que os acontecimentos constituem uma violação dos princípios da convivência democrática e do direito constitucional dos partidos políticos de desenvolverem livremente as suas actividades em todo o território nacional.
Já no município do Cuangari, província do Cubango, o PRA-JA denuncia um episódio considerado ainda mais grave. Segundo o partido, membros de uma missão oficial terão sido alvo de uma tentativa de incêndio nas instalações onde estavam hospedados.
A organização política afirma que, dias depois, indivíduos que considera “presumivelmente afectos ao MPLA” terão voltado a atacar, desta vez incendiando a bandeira do PRA-JA. Para o partido, o acto representa uma manifestação clara de intolerância política e não pode ser encarado como um simples incidente entre militantes partidários.
O PRA-JA alerta que os episódios registados no Huambo e no Cubango revelam a persistência de práticas de intolerância política no país e defende que a disputa partidária deve ser feita através do debate de ideias, da mobilização e do voto, e não através de ameaças, perseguições ou violência.
Perante as denúncias, o partido exige que as autoridades competentes realizem uma investigação “rigorosa, imparcial e célere”, com vista à identificação e responsabilização dos autores dos actos denunciados.
Apesar dos episódios denunciados, o PRA-JA garante que não pretende recuar na sua actividade política. O partido reafirma que continuará a trabalhar junto das populações de forma pacífica e responsável, defendendo a democracia, a liberdade, a justiça e o Estado de Direito.
