Partido CIDADANIA acusa MPLA de capturar o Estado após incidentes violentos no Uíge

0-0x0-1-0-{}-0-0#

O Partido CIDADANIA condenou os incidentes registados no sábado, 8, na cidade do Uíge, onde acusa a Polícia Nacional de ter recorrido a “violência gratuita” contra cidadãos que pretendiam exercer, de forma pacífica e sem armas, os seus direitos políticos constitucionalmente protegidos.


Por: redação

Em comunicado de imprensa, a formação política liderada por Júlio Bessa considera que os acontecimentos representam mais um episódio preocupante de violência política no país e questiona as justificações apresentadas pelas autoridades para a intervenção policial.

O CIDADANIA afirma que o agente da Polícia Nacional envolvido no incidente terá classificado a ocorrência como um “mal-entendido” e um “acto reprovável”, por alegadamente terem sido encerradas ruas para a realização de uma actividade política.

A organização contesta, porém, aquilo que considera ser um tratamento desigual entre as diferentes forças políticas.
“Não se entende porque é que o Partido político MPLA fecha ruas, faz marchas, tira os professores e as crianças das aulas para irem apoiar as suas actividades partidárias, e a Polícia não intervém nem considera actos reprováveis”, lê-se no documento.

Na mesma nota, o partido considera que os acontecimentos do Uíge constituem uma demonstração de que o MPLA terá “capturado o Estado”.

O CIDADANIA defende ainda que os angolanos estão “cansados e saturados” de episódios de violência e confrontação política, alertando para os riscos de o conflito entre os principais contendores históricos do país se estender à sociedade e atingir as novas gerações.

Para a formação política, Angola precisa de ultrapassar os “ódios calcinados do passado” e concentrar-se nos principais desafios sociais e económicos, nomeadamente o combate à fome e à pobreza, o desemprego, o aumento do custo de vida, a inclusão de crianças no sistema de ensino e o combate à malária e outras doenças endémicas.

O Partido CIDADANIA apela à união nacional e à participação das lideranças espirituais e religiosas no processo de reconciliação da sociedade angolana.
“”Angola é de todos e para todos”, defende o partido, que propõe a construção de um “Novo Contrato Social de Cidadania”, assente nos princípios da liberdade, igualdade e desenvolvimento.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *