Realizador angolano radicado em Espanha leva documentário sobre migração à América Latina
O realizador e documentarista angolano Baptista João, radicado em Espanha, inicia esta terça-feira, 8 de Setembro, uma digressão pela América Latina para apresentar o seu mais recente documentário, “Latidos”, uma produção centrada nas experiências de migrantes e nas questões relacionadas com discriminação racial, racismo e perseguição na Europa.
Por:redação
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Depois da estreia em Madrid, Espanha, o documentário dá agora início ao seu percurso internacional, com exibições programadas inicialmente na Colômbia, Equador e México, seguindo posteriormente para outras cidades e países da região.
A primeira sessão acontece esta terça-feira, às 9h00, na cidade colombiana de Cartagena, na Institución Etnoeducativa e Inclusiva Antonia Santos.
Dez dias depois, a 18 de Setembro, “Latidos” será exibido no Auditório de la Administración Zonal Calderón, em Quito, no Equador. No México, a apresentação está marcada para 22 de Setembro, às 19h00, na Sala Panorama, na Cidade do México.
O documentário procura dar voz a pessoas que vivenciam directamente os desafios associados à migração, explorando temas como racismo, discriminação, perseguição e integração, a partir de testemunhos e experiências pessoais.
Segundo o percurso definido para a obra, a digressão representa uma nova etapa na internacionalização do projecto e pretende aproximar estas histórias de diferentes públicos e realidades sociais.
Nascido em Luanda, Baptista João é um realizador e documentarista angolano radicado em Espanha, onde fundou a Kamba Films, produtora dedicada à criação de conteúdos audiovisuais, com especialização na produção de documentários.
Formado em Cinema e Jornalismo em Madrid, o realizador conquistou reconhecimento internacional ao estabelecer uma parceria com a multinacional Sony para a produção de conteúdos audiovisuais, incluindo trabalhos relacionados com o videojogo Spider-Man: Miles Morales, desenvolvido para a PlayStation 5.
Na área da ficção, Baptista João realizou as curtas-metragens “Los monstruos no existen” (2016) e “Máscara de Cordura” (2018).
Posteriormente, esteve ligado à produção de “Kizomba sem Fronteiras”, documentário de projecção internacional dedicado à promoção e divulgação da cultura angolana através da dança.
A sua mais recente produção, “Latidos”, estreou no Palacio de la Prensa, em Madrid, e aborda, através das vivências de migrantes em Espanha, algumas das principais dificuldades enfrentadas por estas comunidades, com destaque para a migração, perseguição, discriminação racial e racismo.
