EMPRESA HCY CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PUBLICA, LDA ABANDONA OBRAS DE MAIS DE 317 MILHÕES DE KZ NO CUANZA NORTE

A sociedade civil e partidos políticos naE 317 MILHÕES DE KZ NO CUANZA NORTE oposição, no município do Cazengo, província do Cuanza-Norte, denunciam o abandono de várias obras de construção de escolas inscritas no Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), algumas das quais se encontram paralisadas desde 2020.

POR  REDAÇÃO

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Entre as infraestruturas apontadas estão uma escola de 16 salas de aula, localizada no bairro Km 11, que esta orçada a mais de 317 milhões de Kwanzas de acordo com o placar no local e duas outras com 20 e 22 salas, nos bairros Catome de Cima e Catome de Baixo, respectivamente, além de uma infraestrutura escolar situada na localidade do Km 13, junto ao bairro Ganda.

Ao Jornal Hora H, o secretário provincial do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) no Cuanza-Norte, António Ricardo, denunciou o estado de degradação das escolas localizadas nos bairros Catome de Cima e Catome de Baixo.

Segundo o responsável, as duas infraestruturas, com mais de 20 salas de aula, permanecem inacabadas e apresentam sinais de vandalização.

“Vimos, por este meio, denunciar a situação das obras públicas paralisadas e em estado de abandono das escolas construídas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), localizadas nos bairros Catome de Cima e de Baixo, na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte”, afirmou.

António Ricardo aponta danos no mosaico, no tecto falso e nos cabos eléctricos, além da existência de materiais de construção deixados no local. Entre os materiais, refere mais de 100 sacos de cimento-cola, que, segundo a denúncia, permanecem expostos à degradação.

O responsável do MEA afirma ainda que o recinto das obras se transformou numa área de vegetação, com o crescimento de palmeiras, mamoeiros e outras plantas.

Para o dirigente estudantil, a paralisação prolongada das obras prejudica o acesso de crianças e jovens ao sistema de ensino e exige uma intervenção das entidades competentes.

“É profundamente lamentável a ausência de medidas concretas para a retoma e conclusão do projecto”, lamentou.

António Ricardo sustenta que as escolas de Catome de Cima e Catome de Baixo não constituem os únicos projectos inacabados no Cuanza-Norte e defende a divulgação pública da situação das obras paralisadas na província.

O Jornal Hora H apurou igualmente a existência de outra infraestrutura escolar, com mais de 20 salas de aula, internato e outros compartimentos, localizada na aldeia do Km 13, junto ao bairro Ganda, no município do Cazengo.

A infraestrutura, construída no âmbito do PIIM e sob tutela do Governo Central, através do Ministério da Educação, encontra-se actualmente sem utilização e rodeada por vegetação.

“Até agora, as autoridades locais nunca se pronunciaram sobre aquela infraestrutura”, denunciou a fonte.

Questionado pelo Jornal Hora H sobre a situação, o director do Gabinete Provincial da Educação do Cuanza-Norte, Miguel Joaquim Gola, esclareceu que a construção das escolas não está sob responsabilidade directa daquele órgão.

“A construção de escolas não é da responsabilidade do Gabinete Provincial da Educação. As escolas são da responsabilidade, em termos de construção, do Ministério da Educação, dos Governos Provinciais e, em alguns momentos, das Administrações Municipais”, explicou.

A posição do responsável coloca a questão da execução e conclusão das infraestruturas no âmbito das entidades responsáveis pela contratação e gestão das obras.

OPOSIÇÃO CRITICA ESTADO DAS ESCOLAS

A situação também provocou reacções de representantes de forças políticas da oposição no Cuanza-Norte.

O secretário provincial do PRA-JA Servir Angola, João Quipipa Dias, defendeu mudanças políticas nas próximas eleições gerais.

Já Edvaldo Cabral, secretário provincial da Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), afirmou que dois dos seus filhos e alguns jovens da sua comunidade estão fora do sistema de ensino desde o ano lectivo 2023/2024, alegadamente por falta de vagas.

O responsável questiona a existência de infraestruturas escolares inacabadas numa altura em que, segundo afirma, persistem dificuldades de acesso às escolas.

“É muita insensibilidade com o presente e o futuro de Angola”, afirmou.

MILITANTE DO MPLA DEFENDE INTERVENÇÃO DO GOVERNO PROVINCIAL

Em sentido contrário, João Jacinto, conhecido por Monanguene Real e militante do MPLA, reconheceu a preocupação causada pelo estado das escolas, mas rejeitou a responsabilização directa do actual governador provincial do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar.

“Sobre a situação das escolas do Catome de Cima e de Baixo, como cidadão responsável, não posso deixar de me pronunciar. É, de facto, preocupante o estado em que se encontram as referidas escolas”, afirmou.

Segundo João Jacinto, as infraestruturas foram concebidas antes do actual mandato do governador João Diogo Gaspar.

O militante do MPLA acrescentou que participou recentemente numa visita de constatação às obras abandonadas no município do Cazengo, realizada com o objectivo de avaliar a situação das infraestruturas e identificar soluções para a sua conclusão.

De acordo com a mesma fonte, o Governo Provincial do Cuanza-Norte está a trabalhar para encontrar soluções para as obras paralisadas, incluindo as escolas de Catome de Cima e Catome de Baixo.

“A educação é uma prioridade e as nossas crianças merecem estudar em condições dignas”, defendeu

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