O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Konda Marta, Daniel Afonso Neto, denunciou a existência de um alegado plano arquitectado por entidades interessadas nos terrenos da instituição, com o objectivo de o envolver em situações de conflito e comprometer a sua posição a nível judicial.
Por: redação
Segundo o responsável, os supostos envolvidos estarão a recorrer a pessoas em situação de vulnerabilidade social para provocar as camponesas que ocupam e defendem os terrenos da Konda Marta, procurando levá-las a reacções de confronto que, posteriormente, possam ser atribuídas à sua responsabilidade.
Daniel Neto fez essa denúncia na segunda-feira, 2 de novembro, depois de dois oficiais subalternos das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificados como capitão Pedro e tenente Nelson Kamavu, terem alegadamente tentado intimidar as camponesas.
Daniel Afonso Neto afirma que os dois oficiais terão actuado em nome de um cidadão congolês identificado por Nzola, que reclama a titularidade de uma área onde está implantado o condomínio Santa Isabel, além de vários hectares pertencentes ao terreno da Konda Marta.
O PCA identificou ainda o tenente Nelson Kamavu como antigo representante da Konda Marta, cuja procuração, segundo explicou, foi anulada devido a práticas consideradas irregulares. Apesar da anulação, acusa o antigo representante de continuar a utilizar o mesmo documento.
“Aqui as armadilhas continuam. Como estão a ver que, a nível judicial, não têm nenhum proveito do lado deles, agora estão a criar armadilhas”, denunciou Daniel Afonso Neto.
O empresário acusa igualmente Nzola de utilizar documentos alegadamente falsos, incluindo o Bilhete de Identidade, e considera que a presença dos dois militares junto das camponesas teve como finalidade criar um ambiente de intimidação e provocar um eventual confronto.
“A única coisa que eles querem é fazer essa máfia, usar elementos estranhos para que, quando haja confusão, possam me enrolar”, afirmou.
Apesar das acusações, Daniel Afonso Neto garante que as camponesas não cederam às alegadas tentativas de intimidação e manifestou confiança no desfecho do processo judicial.
“Mas temos fé na Justiça”, concluiu.
