FNLA: Disputa pelo controlo do histórico partido está longe de terminar

A crise na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) ganha novos contornos. Depois de uma ala do partido eleger Carlito Roberto, filho do fundador Holden Roberto, como presidente, a direcção liderada por Nimi a Simbi prepara-se para realizar o seu próprio Congresso.

Por: Redação

O VI Congresso Ordinário, convocado pela ala de Nimi a Simbi, está marcado para os dias 25, 26 e 27 de Novembro, em Luanda, apesar de outra corrente interna já ter realizado, neste fim de semana, o seu II Congresso Extraordinário, no qual elegeu Carlito Roberto para a presidência do partido.

A ala de Nimi a Simbi contesta o congresso que conduziu Carlito Roberto à liderança e mantém a sua própria posição sobre o comando da organização.

Por sua vez, Carlito Roberto foi eleito durante um Congresso que reuniu mais de mil delegados e contou com cinco candidatos à presidência. Os seus apoiantes defendem o regresso da FNLA às suas origens históricas e a recuperação do protagonismo político que o partido perdeu ao longo das últimas décadas.

Com duas alas a organizarem congressos distintos e a reivindicarem legitimidade para dirigir a mesma formação política, a FNLA arrisca aprofundar uma divisão que poderá comprometer a sua organização interna e a preparação para os próximos desafios eleitorais, alerta analista político.

A pergunta que se não quer calar é: quem dirige, afinal, a FNLA? Carlito Roberto, eleito pela ala que realizou o II Congresso Extraordinário, ou Nimi a Simbi, que mantém a sua direcção e prepara o VI Congresso Ordinário?

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