BASTA promete perdão genérico e garante que não vai perseguir angolanos no exílio
O Presidente do Bloco para a Alternância Social de Todos Angolanos (BASTA), Joveth Domingos, garante que, caso chegue ao poder, o partido vai conceder um perdão genérico aos angolanos que deixaram o país por receio de represálias políticas, defendendo uma reconciliação nacional que permita o regresso dos exilados e a sua participação no desenvolvimento de Angola.
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Por: Albino Azer
Em entrevista ao Primeiro Impacto, nesta semana, o político afirmou que o BASTA não surgiu no cenário político apenas para marcar presença em períodos eleitorais.
“Não entrámos na política apenas para aparecer em fases eleitorais. Nós vamos continuar com estas actividades em todas as épocas”, declarou.
Joveth Domingos afirmou ainda que o partido está a trabalhar para conquistar a confiança do eleitorado e manifestou confiança na capacidade da formação política de retirar o MPLA do poder, com o objectivo de devolver a esperança aos cidadãos angolanos.
No domínio das políticas sociais, o líder do BASTA prometeu, em caso de vitória eleitoral, em 2027, alargar o acesso à educação, através da construção de mais escolas e universidades, bem como criar oportunidades para os jovens em diferentes áreas do conhecimento.
“Alargarmos o nível de escolaridade para os jovens, construir mais escolas, mais universidades, alargar o leque de oportunidades para várias áreas do saber”, afirmou.
O presidente do BASTA assegurou que um eventual Governo liderado pelo partido não promoverá perseguições e avançará com um perdão genérico, como parte de uma estratégia de reconciliação nacional.
“Ao ser governo, o BASTA não vai perseguir ninguém, mas conferir um perdão genérico”, declarou.
O político acrescentou que a medida deverá permitir o regresso dos angolanos que abandonaram o país por receio de represálias, mencionando expressamente Isabel dos Santos e a família do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
“Deste perdão fazer com que o angolano que ontem teve que fugir do país por medo de represália possa voltar para o país para criar emprego para a juventude, aqui concretamente a Isabel dos Santos, toda a família dos Santos”, afirmou.
Anotado pelo Tribunal Constitucional a 10 de Setembro de 2026, o BASTA dispõe de uma plataforma digital que permite o cadastramento online de militantes, numa estratégia de expansão da sua base militante.
“O BASTA é dos partidos políticos que surgiu pensando no angolano”, declarou Joveth Domingos.
