Konda Marta nega envolvimento em alegado esquema de burlas e promete avançar com processo judicial por difamação
A Konda Marta rejeitou, nesta sexta-feira, 12 de junho, as acusações divulgadas numa publicação que circula nas redes sociais, atribuída a um suposto canal denominado “Correio da Manhã”, que associa o presidente do Conselho de Administração (PCA), Daniel Afonso Neto, a alegadas práticas fraudulentas relacionadas com a venda de terrenos.
Por: redação
Segundo a publicação, Daniel Afonso Neto estaria a comercializar terrenos ligados à associação para benefício pessoal. O conteúdo também o acusa de utilizar a sua posição para manter relacionamentos amorosos com funcionárias da empresa.
Em reação, a Konda Marta classifica as acusações como falsas e atentatórias ao bom nome da instituição. Uma das funcionárias, Luvuma Paulina Manuel, secretária da empresa, repudia as alegações e apela às autoridades para identificarem os autores da informação.
“Nós temos outra vida fora da empresa. Como secretária, senti-me lesada com esta publicação”, afirma.
A posição é igualmente partilhada por Josefa Mateus, também secretária da empresa, que revelou ter enfrentado constrangimentos familiares após a circulação da notícia.
“Tomei conhecimento da informação através do meu filho e, depois, do meu colega. Tive conflitos em casa por causa desta notícia. Fico muito triste quando o nome do nosso director fica na boca das pessoas dizendo que vende terrenos para se envolver com as secretárias, isso não é verdade”, lamenta.
Por sua vez, o responsável da Comunicação e Imagem da Konda Marta, José Eduardo, levanta outro assunto considerando que existe uma tentativa deliberada de associar a empresa a um alegado caso de burla envolvendo um cidadão que, segundo explicou, apenas mantém relações de parceria com a organização.
“Vejo isso como uma tentativa de manchar o bom nome da empresa Konda Marta”, afirma.
A chefe das camponesas, Mimosa Kamongo, também manifestou preocupação com a situação.
Entretanto, o PCA da empresa, Daniel Neto, considera que as acusações fazem parte de uma campanha de difamação com objectivos de inviabilizar os projectos da empresa. Neto minimisa as acusações “isso não me afeta”.
“Quem gere a empresa sou eu e sou eu quem paga os trabalhadores. Isto não é um partido político, é uma empresa privada. Não preciso de prejudicar a empresa para me sair bem”, declara.
O responsável garante ainda que os indivíduos por detrás da divulgação das informações estão identificados e que a empresa está a preparar medidas judiciais para responsabilizá-los civil e criminalmente.
Daniel Afonso Neto questiona igualmente o profissionalismo do autor da publicação e afirmou que o conteúdo divulgado prejudica a imagem de uma organização que, segundo disse, trabalha com mais de mil camponeses.
