Líderes políticos e religiosos unem-se em apoio a Isaías Kalunga na reestruturação do CNJ
Os líderes juvenis das principais organizações políticas e religiosas do país manifestaram apoio à liderança de Isaías Kalunga, presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). O posicionamento foi revelado na segunda-feira, 18, em Luanda, à margem de uma conferência de imprensa convocada para apresentar o cronograma oficial de atividades que visa reestruturar e estabilizar a organização juvenil.
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Por: Albino Azer
À saída do encontro com jornalistas, os representantes juvenis sublinharam a necessidade de salvaguardar a independência do conselho. Carlos Cassoma, Secretário-Geral da juventude da FNLA, defendeu a autonomia institucional. “É preciso que haja separação dos poderes entre o CNJ e os partidos”, alertou.
No mesmo pensamento, Jaime Nvunje, Secretário Nacional da JURS (juventude do PRS), garantiu a continuidade da parceria com a actual direcção do CNJ. “Nós apoiamos e estamos aqui para andarmos juntos”, resumiu.
As acusações de centralização de poder foram afastadas pelos membros do conselho. Moisés Luís, Secretário Nacional da Juventude da União Evangélica Baptista em Angola (JUEBA), esclareceu que as reformas em curso resultam de um consenso colectivo e não de decisões unilaterais.
“Manifesto apoio à liderança de Isaías Kalunga. Tudo o que está a ser feito não é decisão dele, mas sim a nossa, como líderes das associações. Ele não está a usurpar e não está acima do estatuto”, afirmou o líder religioso.
Geraldo Wanga, presidente da Associação ABC de prevenção e combate a Sinistralidade Rodoviária e assessor da presidência do CNJ, desmentiu os rumores de divisões internas, assegurando que o calendário divulgado responde ao planeamento normal da organização e não a pressões externas.
Wanga lançou ainda um aviso a grupos dissidentes: “Não existem duas alas no CNJ. Qualquer outra organização que se auto-intitular como direcção estará a incorrer num crime de falsa qualidade e usurpação de competência, e isso é um caso de polícia”.
O CNJ, que integra actualmente 51 organizações, prepara-se para um momento decisivo no final do ano. Está confirmado que 460 representantes de estruturas de bairros, comunas, municípios, províncias e da direcção nacional deverão apresentar as suas candidaturas à presidência da instituição na Assembleia Geral prevista para o próximo mês de novembro.
