MEA critica concurso de 9 mil professores e acusa Ministério da Educação de “campanha política”

O Ministério da Educação anunciou na quarta-feira, 8 de julho, a abertura do Concurso Público de Ingresso Externo com 9 mil vagas para professores, a partir do dia 15 do mês em curso. O anúncio foi feito pela ministra Érika Linete Batalha de Carvalho Aires, durante uma visita que efectuou à província do Bengo.

 


Por: Albino Azer

Segundo explicou a governante, o objectivo é reforçar o sistema de ensino e reduzir o défice de docentes nas escolas públicas.

Entretanto, o Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) reagiu ao anúncio e criticou a medida. Para o presidente do Movimento estudantil, Simão Bento Formiga, as 9 mil vagas estão muito aquém da necessidade real do país.

“Este concurso público da educação é mais uma gota no meio do oceano. Porque Angola precisa de mais de 78 mil professores e 9 mil não é a metade e nem é a metade da metade que Angola precisa”, afirmou.

Formiga classificou o concurso como uma estratégia eleitoral.
“Este concurso público é meramente político, está a chegar a fase das eleições e eles vão abrindo concursos para fazer campanha política. Eles não estão comprometidos com a Educação”, disse.

Por outra, o líder do MEA manifestou indignação com a decisão de importar carteiras escolares em vez de priorizar a produção nacional.

“Nós apreciamos a visita da ministra da educação na província do Bengo e há algo que nos deixou muito triste: a ministra preferiu importar carteiras no estrangeiro. A ministra viola a PRODESI que foi criada para acabar com a importação”, declarou sublinhando que o país dispõem de empresários que apostam na produção de carteiras escolares.

“Nós temos empresas que produzem carteiras em Angola. Porquê que a ministra vai buscar carteiras no estrangeiro não duráveis? Aquilo é uma máfia. Aquilo praticamente não tem madeira, é descartável. Como é que ficam os empresários angolanos que apostam na produção de carteiras?”, questionou.

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