MUEN acusa UNITA de “minar a mente dos angolanos” e declara apoio ao Executivo de João Lourenço

O Movimento de União de Esforço Nacional (MUEN) declarou, esta quinta-feira, 8 de Outubro, em Viana, Luanda, não se rever nas políticas e ideologias defendidas pelos partidos na oposição, com particular destaque para a UNITA, acusando essas forças de estarem a “minar” e a “estragar a mente dos jovens angolanos”.

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Por: Albino Azer

Artur César, presidente do MUEN, fez essa acusação durante uma conferência de imprensa realizada no auditório da Casa da Juventude, em Viana, marcada pelo apoio às políticas e aos feitos do Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço que está em fim de mandato.
“Com as ideologias da oposição nós não concordamos porque não têm ajudado na defesa dos angolanos. Têm minado, têm estragado a mente dos angolanos”, afirmou Artur César.

O líder do movimento defendeu ainda que a juventude angolana deve afastar-se de discursos que, na sua opinião, incentivam a desordem, apelando aos partidos na oposição para que não utilizem os jovens como instrumento de confrontação política.
“Quero deixar uma mensagem aos partidos políticos na oposição: parem de incentivar a juventude a praticar actos que não agradam à paz nem à segurança nacional. Não usem os jovens para a desordem”, apelou.

Artur César afirmou que a defesa do Executivo angolano deve ser assumida como uma responsabilidade colectiva e criticou aqueles que, segundo disse, passam a maior parte do tempo a atacar o Governo.
“Defender o Executivo angolano deve ser a missão de todos. Toda pessoa que vive criticando não avança”, declarou.

O presidente do MUEN disse igualmente que a organização tem procurado desconstruir entre os jovens a ideia de que cabe exclusivamente ao Governo resolver todas as necessidades da juventude e dos cidadãos. Segundo Artur César, o movimento pretende incentivar uma cultura de trabalho e responsabilidade individual.
“Temos incentivado os jovens a amar o trabalho”, afirmou.

Durante a conferência, Artur César também defendeu que os problemas nacionais devem ser resolvidos internamente, sem recurso a intermediários externos.

“Tudo da nossa terra devemos resolver aqui, e não precisamos de intermediários. Os problemas de Angola devem ser resolvidos aqui internamente”, sustentou.

Criado em maio de 2023, o Movimento de União de Esforço Nacional afirma contar actualmente com cerca de 40 mil membros e estabeleceu como meta alcançar aproximadamente 100 mil integrantes até maio de 2027.

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