“Não podemos prometer solução para tudo, mas temos de dar resposta à população” Luís Nunes

O Primeiro-Secretário Provincial do MPLA em Luanda, Luís Manuel da Fonseca Nunes, afirmou, neste sábado, 17 de Outubro, em Viana, que o partido não pode prometer soluções para todos os problemas que afectam a população, mas considerou que tem a obrigação de procurar respostas para as principais preocupações dos cidadãos.


Por: Albino Azer

Luís Nunes fez essas declarações durante o discurso de abertura do acto político de massas em saudação ao IX Congresso Ordinário do MPLA e aos 70 anos da fundação do partido.
“Não podemos prometer solução para tudo, mas temos a obrigação de procurar resposta para aquilo que preocupa as nossas populações”, afirmou

O dirigente, que também exerce as funções de governador da província de Luanda, defendeu que os responsáveis políticos devem assumir uma postura mais próxima das comunidades, conhecer as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos e agir nos locais onde os problemas se fazem sentir.
“Precisamos de dirigentes que arregacem as mangas e que conheçam a realidade concreta, que saibam escutar, compreender e agir onde os problemas se fazem sentir”, sublinhou.

Durante o seu discurso, Luís Nunes reconheceu igualmente os constrangimentos que afectam milhares de cidadãos em Luanda.
“Temos de olhar de frente para as dificuldades que hoje atravessam milhares de cidadãos em Luanda, constrangimentos que atingem cidadãos de todas as classes sociais”, declarou.

O Primeiro-Secretário provincial do MPLA considerou ainda que os desafios políticos e sociais exigem uma organização partidária unida, disciplinada e determinada, Nunes defende que os resultados não podem depender de esforços isolados.
“Os desafios que temos pela frente não se vencem com esforços isolados, mas com um partido unido, organizado e determinado”, afirmou.

Luís Nunes aproveitou igualmente a ocasião para apelar à solidariedade interna, dirigindo-se aos membros do partido que cessaram funções durante a recente Conferência Ordinária do MPLA em Luanda.
“Somos uma família e uma família bem estruturada nunca abandona os seus filhos”, declarou.

O governante defendeu, por outro lado, que a actividade política não deve ser orientada pela procura de reconhecimento pessoal, mas pelo compromisso com as necessidades da população.
“A política não pode ser um exercício de aparências, nem a responsabilidade de liderar pode confundir-se com a procura de reconhecimento pessoal”, afirmou.

O acto político de massas realizou-se nos Quatro Campos, no bairro Luanda Sul, município de Viana, em Luanda, e serviu para saudar o IX Congresso Ordinário do MPLA e assinalar os 70 anos da fundação da formação política.

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