PDP-ANA acusa antigos militantes de desvio de materiais: “roubaram 4 computadores, televisão e fizeram muito estrago aqui”
O Secretariado Permanente do Bureau Político do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA) rejeitou nesta quarta-feira, 26, o pronunciamento público realizado no dia 21 de Agosto por um grupo de indivíduos que se apresentou como militante da organização, considerando a iniciativa “ilegítima” e contrária aos Estatutos do partido.
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Por: Albino Azer
Em conferência de imprensa realizada na Sede do partido, em Luanda, João Nsumbu, secretário-geral do PDP-ANA, afirma que os promotores da iniciativa não possuem legitimidade para falar ou tomar decisões em nome do PDP-ANA, invocando, para o efeito, os artigos 14.º e 127.º dos Estatutos.
Segundo o político, Mampinga Mbala, Zissala Mamona Pululu, Costa Yoani, António Ludiabana, Santos Liapumba e Sequeira Felino deixaram de integrar as estruturas do partido desde 2024, na sequência de procedimentos internos que, de acordo com a direcção, culminaram com a sua expulsão.
“Roubaram 4 computadores, televisão e fizeram muito estrago aqui”, acusou.
A organização política liderada por Abreu Capitão Bernardo sustenta, por isso, que os referidos indivíduos não têm legitimidade estatutária para emitir pronunciamentos ou adoptar decisões em nome do PDP-ANA.
Relactivamente a renovação dos órgãos do partido, a direcção do PDP-ANA apelou à “serenidade” e a uma interpretação rigorosa dos Estatutos, defendendo que o processo deve decorrer dentro dos prazos e condições políticas, organizacionais, materiais e financeiras previstas.
O partido reconhece que o mandato dos órgãos eleitos pelo Congresso, incluindo o Comité Central e o Presidente do Partido, aproxima-se do seu termo, previsto para Dezembro deste ano.
Neste contexto, o Presidente do PDP-ANA, Abreu Capitão Bernardo, tem defendido, segundo o comunicado, que as matérias de natureza estatutária e institucional sejam tratadas pelos órgãos competentes e em respeito pela legalidade interna.
A direcção acusa ainda alguns dos intervenientes de repetirem comportamentos que, segundo o partido, já terão ocorrido noutras ocasiões, criando situações de crise interna sempre que interesses particulares se sobrepõem aos interesses da organização.
