“Pedir democracia ao MPLA é como pedir para ressuscitar uma múmia”, afirma analista Laurindo Mande
O analista político Laurindo Mande antevê um cenário de candidatura única no IX Congresso Ordinário do MPLA prevista para os dia 9 e 10 de dezembro deste ano. Em entrevista ao Primeiro Impacto, Mande defende que João Lourenço manterá à liderança até 2030 para garantir uma transição segura e evitar possível perseguição.
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Por: redação
Segundo o especialista, o partido no poder (MPLA) “não está preparado para múltiplas candidaturas”, comparando a exigência de processos democráticos internos do partido dos camaradas à tentativa de “ressuscitar uma múmia e obrigá-la a falar”.
Para Mande, João Lourenço deverá concorrer sem opositores. O analista prevê que as intenções de candidatura já manifestadas por outros militantes serão travadas por questões burocráticas, especificamente a recolha de assinaturas.
“Os três candidatos serão chumbados por insuficiência de assinaturas. Nenhum deles vai conseguir recolher as 5 mil assinaturas, nem cem assinaturas vão conseguir”, vaticinou o especialista.
A análise de Laurindo Mande sugere que a continuidade de João Lourenço na presidência do MPLA, pelo menos até 2030, é uma peça fundamental numa estratégia de protecção pessoal e política. Segundo Mande, o objectivo central seria evitar que o actual Chefe de Estado venha sofrer o mesmo tipo de “perseguição” que marcou o fim da era de José Eduardo dos Santos.
“A intenção é o Presidente não ser perseguido. João Lourenço quer fazer uma transição segura que o beneficie”, explicou Mande.
