Primeiro Impacto: Internautas prometem apresentar-se ao trabalho na Sonangol, Endiama e AGT após declarações de Francisco Teixeira

As recentes declarações de Francisco Teixeira, presidente do Movimento Social para Mudança (MSM), sobre direito ao emprego e habitação, continuam a gerar forte repercussão nas redes sociais.


Por: Albino Azer

Ao defender que as empresas estatais e os projectos habitacionais pertencem aos cidadãos e não ao MPLA, o líder do MSM atiçou uma onda de reações, com centenas de internautas a prometerem, nos comentários ao vídeo, apresentar-se nos postos de trabalho (na Sonangol, AGT, EDIAMA) e nas centralidades já na próxima segunda-feira, 25, mesmo sem qualquer vínculo contractual.

Recorde-se que em entrevista ao Primeiro Impacto, Francisco Teixeira criticou o que considera ser o monopólio partidário sobre as oportunidades no país. “O MPLA não tem nada. Isso tudo é nosso, mano. Por isso, empregos que tem aqui do Estado, Sonangol, Endiama, AGT, vai lá trabalhar. Estão a dar casas no Kilamba, vai lá ficar na fila, recebe a casa, você tem direito”, afirmou.

A resposta dos seguidores do Primeiro Impacto, no Facebook oscilou entre o protesto e a sátira, com muitos cidadãos a deixarem claro que irão mesmo assumir funções em grandes instituições públicas. Entre os comentários destacamos o da internauta Irene Rosa que escreve: “Eu vou buscar o meu emprego na Sonangol, tudo é nosso”. Na mesma linha, Venilson Cabinda afirmou que iria colocar os seus conhecimentos técnicos ao serviço do Estado. “Eu vou na AGT trabalhar com a minha informática, porque afinal de contas tudo é nosso”, prometeu.

A ideia motivada por Teixeira estendeu-se também ao sector imobiliário com Xavier Neves a afirmar que iria receber uma habitação na Centralidade do Kilamba, enquanto Nduvahilário Nduva e Emanuell Bancário prometeram apresentar-se, respetivamente, na refinaria da GYM Corp e em balcões bancários do país para iniciarem atividade laboral “Amanhã vou trabalhar qualquer Banco do país” “essa manhã mesmo vou chegar na GYM Corp lá n refinaria para começar a trabalhar”, lê-se nos comentários.

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